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Brasil
26/09/2007 - 23h15

Senado aprova fim das sessões secretas para processos de cassação

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira projeto de resolução que acaba com as sessões secretas no plenário da Casa em votações de processos de cassação. Após o desgaste provocado à Casa Legislativa com a sessão secreta que absolveu o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no primeiro processo por quebra do decoro parlamentar, os senadores aprovaram em votação simbólica o projeto.

A aprovação do projeto foi uma das condições impostas pelo DEM e o PSDB para o fim da obstrução às votações no plenário do Senado. Em acordo firmado com o governo, os partidos concordaram em liberar a pauta de votações da Casa para que o projeto fosse aprovado. Os senadores votaram nesta quarta-feira cinco medidas provisórias para destrancar a pauta.

A oposição cobra, agora, a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que acaba com as votações secretas no Congresso. Ao contrário do projeto aprovado esta noite pelo Senado, a PEC terá uma tramitação lenta --uma vez que precisa de quorum qualificado para votação no plenário da Casa, além de ser apreciada em dois turnos.

Com o acordo, governo e oposição comemoraram o fim das sessões secretas no Senado. "A luz do dia é o melhor remédio para os males da vida pública. É isso que precisamos: transparência, luz. Que a sociedade possa nos julgar não somente por aquilo que vamos dizer na sessão, mas também pelo voto. Não basta ser apenas a sessão aberta, as votações têm que ser transparentes", disse o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse que o fim das sessões secretas deve ser comemorado como o "enterro de um lixo" presente no Senado. "Isso aqui não é a escolha do papa. Não tem sentido fazer sessão secreta, até porque as informações sempre são vazadas de forma distorcidas. Diversas pessoas passaram grande parte da sessão [que absolveu Renan] no telefone", disse o tucano.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) defendeu que, agora, que o Senado também aprove o fim do voto secreto na Casa. "Nada melhor do que a população saber qual o nosso procedimento, qual o nosso voto em cada uma das decisões", disse o petista.

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Comentários dos leitores
Reginaldo Carvalho (76) 19/10/2007 22h50
Reginaldo Carvalho (76) 19/10/2007 22h50
Um povo que luta pela democracia. Deve ser respeitado. Já disse outras vezes que quem pensa no Brasil somos nós. Não que queira me achar o dono da verdade. Ou nós, que debatemos aqui. O que quero é que a classe que pensa, que somos nós, tenhamos oportunidade de veicular nossas idéias. Senão sucumbiremos sem pelo menos dar nossa contribuição. Tenho e filhos e respeito quem os tem. E não acho justo contribuir para que a geração futura seja alienada. sem opinião
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Ana Maria Lemos (1) 16/10/2007 16h56
Ana Maria Lemos (1) 16/10/2007 16h56
SAO PAULO / SP
Estou muito contente de poder usufruir da Folha on Line sem opinião
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jose gabriel pena de moraes (1) 05/10/2007 11h24
jose gabriel pena de moraes (1) 05/10/2007 11h24
PORTO ALEGRE / RS
A grande verdade eh que ficamos nos preocupando com a forma de atuaçao dos parlamentares, mas as regras foram estabelecidas por eles mesmos. Enquanto o sistema de representaçäo for este nada mudará. A nova república(?) nos legou a Constituiçäo Cidadä, que só criou direitos e auferiçäo de vantagens, e o atual sistema representativo.
O Brasil é refém dos políticos, que tem o voto obrigatório como sua grande arma.
Eu era otimista. Agora, só resta esperar que as geraçöes futuras consigam desatar este nó.
gabriel moraes
sem opinião
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