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Brasil
27/09/2007 - 15h00

Líder do governo nega que rebelião no PMDB signifique rompimento

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), negou hoje que a rebelião da bancada do PMDB na votação da medida provisória que criou a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo do governo signifique um rompimento do partido com a coalizão política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de discutir a crise no PMDB com Lula e o ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), Jucá disse que reafirmou a disposição do partido em dialogar com o governo.

"Não há rompimento, o PMDB não está rompendo, não acabou coalizão, pelo contrário. O PMDB está firme na palavra de seus líderes e do seu presidente. O que temos que fazer é pontualmente ajustar [impasses]. Não é chantagem, é manifestação legítima da bancada do Senado", disse Jucá.

O líder disse que foi pego de surpresa com a decisão da bancada de rejeitar a MP. O senador criticou a postura de confronto adotada por grande parte dos senadores peemedebistas que, conjuntamente, trabalharam para que a criação da secretaria do governo fosse extinta.

"A gente lamenta que tenha sido dessa forma, com um clima de manifestação nesse nível. Havia outras instâncias para conversar."

Apesar da rejeição da MP --que vai forçar o governo a extinguir a secretaria e outros 626 cargos criados com a edição da medida--, Jucá disse que o governo não se sente "traído" com a mudança de postura do PMDB. "O governo não se sente traído. Coloca matérias para votar e o Congresso Nacional vota ou não. O PDT e o PP também votaram contra por causa da discussão do mérito", avaliou.

Renan

Jucá saiu em defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), considerado por muitos aliados como o responsável indireto pela rebelião no PMDB. "O Renan não jogou junto dos rebelados. O senador Renan presidiu a sessão, aprovou todas as matérias. Não houve nenhuma influência do senador Renan", afirmou.

O senador reconheceu, no entanto, que a crítica de petistas à permanência de Renan na presidência do Senado ajudou azedar o clima entre a bancada do PMDB e o Palácio do Planalto. "Isso também não ajuda. É uma manifestação de desconforto, acho que temos que consertar isso", afirmou.

Apesar de defender Renan, Jucá disse que a "posição de dificuldade" do peemedebista colaborou para que o diálogo do governo com a bancada do PMDB na Casa fosse reduzida. "Isso fragiliza a bancada como um todo e diminui a forma de atuar do líder, mas o presidente Renan está ajudando nesse entendimento. Se ele pudesse atuar, atuaria para debelar essa situação. O presidente [Lula] sabe da importância do Renan nos trabalhos do Senado."

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Comentários dos leitores
Alcides Emanuelli (1206) 08/06/2009 19h52
Alcides Emanuelli (1206) 08/06/2009 19h52
E aqui estamos a pensar, tentar comprender tudo o que esta acontecendo e não conseguimos entender nada disso tudo.
São escandalos e mais escandalos de corrupção ativa que não terminam mais, se formos enumerar serão tantos que não vamos conseguir comprender mais nada.
Se os salarios dos Politicos são excelentes, se o Poder da emprego para todos eles e mais para seus amigos os amigos dos seus amigos e os parentes de suas empregadas como vamos entender que ainda assim precisam roubar tantos.
E olhem bem que o roubo vem de todos os lados, ele não tem limites para se instalar é como uma doença que mata que se instala no homem como o Cancer ou o HIV, se instalando no corpo da Nação brasileira e atraves disso tirando sua vida, sugando toda sua vida para cooexistir com o que tirou do corpo da Nação brasileira.
Os escandalos de corrupção são tantos e ilimitados, quando esperamos que vai parar, aparece outro maior ainda e todos vindo do Poder e o pior de tudo é que os donos do poder se acham com razão ainda em roubar tanto do povo brasileiro através de Estatais.
Estamos estarrecidos mas isso não é tudo!
Quando vemos as propagandas de programação cultural para o povo patrocinada pelos governadores de Estados com shows de todos os tipos o Estado pagando tudo, ninguem diz nada mas são a mil e uma caras da corrupção.
Quando vemos estampadas propagandas dos Correis, da Petrobras, do BB, da CEf, em eventos dessa natureza ninguem do Ministério Publico faz auditoria e ninguem contesta!
sem opinião
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Bolinha da Lulu (239) 19/05/2009 19h25
Bolinha da Lulu (239) 19/05/2009 19h25
manchete.
"Nova líder do governo diz que sua principal missão é estabilizar relação entre PT e PMDB"
Só gostaria de saber como vão dividir o bolo, pois a única coisa que interessa a todos é não esperar o bolo crescer, mas come-lo até o farelo.
2 opiniões
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caio bastos lucchesi (74) 19/05/2009 12h44
caio bastos lucchesi (74) 19/05/2009 12h44
Utopia!
Como pode tentar harmonizar a base governista,
uma pessoa que precisa dedicar-se integralmente
a propria defeza,nos escandalos das ONGs barriga
verde.
6 opiniões
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