Lula minimiza rebelião do PMDB e critica comportamento de FHC como ex-presidente
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou hoje a rebelião da bancada do PMDB no Senado. Com a ajuda do PMDB, o Senado rejeitou ontem a MP (medida provisória) que criava a Secretaria Especial de Planejamento de Longo Prazo, chefiada pelo filósofo Mangabeira Unger, e mais de 600 cargos de confiança. Dividido, o PMDB tomou essa decisão para sinalizar sua insatisfação com o Planalto com o não atendimento dos pedidos de liberação de emendas e cargos, além do descontentamento com os petistas que defendem a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado.
| 26.set.2007/Folha Imagem |
|
| Após rebelião, presidente Lula se mostra disposto a retomar diálogo com PMDB |
"Neste mesmo dia, aprovamos [na Câmara dos Deputados] todas as emendas da CPMF e o Senado aprovou várias medidas provisórias. Se gostamos quando o Senado vota favoravelmente a nós, faz parte da convivência democrática eles [senadores] votarem contra nós", disse Lula em entrevista para a Record News.
Lula disse se reunirá com as lideranças partidárias que integram o governo de coalizão na terça-feira para buscar um entendimento que permita a recriação da secretaria de Mangabeira. "Vou conversar com os líderes para encontrar uma solução. Se teve divergência, vamos encontrar um jeito de estabelecer a convergência e encontrar um instrumento que garanta o ministério."
O presidente afirmou que a idéia de criar a secretaria foi tomada de olho em 2022. "Pensava em construir projeto preparado para quando o Brasil completar 200 anos de independência. E queremos trabalhar agora."
FHC
Lula não poupou críticas ao seu antecessor Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O petista disse que FHC não se comportou adequadamente como ex-presidente.
"Somos amigos desde 1978. Isso perdurou até ele deixar a Presidência da República e não se comportar adequadamente como um ex-presidente", respondeu ele ao ser questionado sobre o motivo de nunca ter convidado FHC para tomar um café.
O presidente afirmou ainda que chegou a perguntar ao ex-presidente norte-americano Bill Clinton sobre a relação dos democratas com a ação de George W.Bush no Iraque. "Ele me disse que nos EUA os ex-presidentes não dão palpite em tomadas de posições de atuais presidentes. FHC não soube se comportar. Deu palpite o tempo inteiro."
Lula disse que fez no seu governo o FHC não quis fazer. "E não foi por incapacidade porque ele é intelectualmente preparado. Talvez porque a conjuntura política não tenha permitido ou porque ele não soube aproveitar oportunidades."
"Se tem alguém que deveria estar feliz era ele. Eu consegui fazer o Brasil que ele não conseguiu", afirmou ele se referindo a FHC.
Venezuela
Na entrevista para a Record News, Lula evitou polemizar sua relação com Bush e com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
"Há uma divergência histórica entre a Venezuela e os EUA porque o Chávez pensa que o Bush encomendou o golpe contra ele. E ninguém tira isso da cabeça dele [Chávez]. Mas veja o paradoxo verbal: os EUA são o maior comprador de petróleo da Venezuela e a Venezuela vende petróleo para os EUA mais barato do que vende para outros países. Então de vez em quando eu falo pro Chávez e falo pro Bush: 'Se vocês são inimigos mesmo, por que os EUA não pára de comprar petróleo [da Venezuela] e por que você [Venezuela] não pára de vender para ele [Bush]? No fundo tem uma briga que tem parte de retórica e parte divergência política e de concepção de mundo."
Ele disse que tem dito a Bush que os EUA precisam fazer uma política pró-ativa para a América Latina. "Acabou a guerra fria. Todos os países querem se desenvolver. Tenho dito ao Bush que tá na hora de apresentar política sadia para a América Latina."
Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br
Leia mais
- Lula defende democratização da comunicação na inauguração de Record News
- Edir Macedo diz que vai "cutucar fígado" até Globo cair
- Record contrata atriz para novela "Amor e Intrigas"
- "SBT Manchetes" estréia na segunda a partir das 19h
- Jornalista Tereza Cruvinel vai presidir nova TV pública
- MTV premia nesta quinta-feira melhores do ano; confira indicados
Especial


São escandalos e mais escandalos de corrupção ativa que não terminam mais, se formos enumerar serão tantos que não vamos conseguir comprender mais nada.
Se os salarios dos Politicos são excelentes, se o Poder da emprego para todos eles e mais para seus amigos os amigos dos seus amigos e os parentes de suas empregadas como vamos entender que ainda assim precisam roubar tantos.
E olhem bem que o roubo vem de todos os lados, ele não tem limites para se instalar é como uma doença que mata que se instala no homem como o Cancer ou o HIV, se instalando no corpo da Nação brasileira e atraves disso tirando sua vida, sugando toda sua vida para cooexistir com o que tirou do corpo da Nação brasileira.
Os escandalos de corrupção são tantos e ilimitados, quando esperamos que vai parar, aparece outro maior ainda e todos vindo do Poder e o pior de tudo é que os donos do poder se acham com razão ainda em roubar tanto do povo brasileiro através de Estatais.
Estamos estarrecidos mas isso não é tudo!
Quando vemos as propagandas de programação cultural para o povo patrocinada pelos governadores de Estados com shows de todos os tipos o Estado pagando tudo, ninguem diz nada mas são a mil e uma caras da corrupção.
Quando vemos estampadas propagandas dos Correis, da Petrobras, do BB, da CEf, em eventos dessa natureza ninguem do Ministério Publico faz auditoria e ninguem contesta!
avalie fechar
"Nova líder do governo diz que sua principal missão é estabilizar relação entre PT e PMDB"
Só gostaria de saber como vão dividir o bolo, pois a única coisa que interessa a todos é não esperar o bolo crescer, mas come-lo até o farelo.
avalie fechar
Como pode tentar harmonizar a base governista,
uma pessoa que precisa dedicar-se integralmente
a propria defeza,nos escandalos das ONGs barriga
verde.
avalie fechar