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Brasil
28/09/2007 - 17h13

Troca-troca atinge 46 deputados; 5 parlamentares mudaram de legenda nesta semana

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RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Desde o início da atual legislatura, 46 deputados trocaram de partido, segundo informações da Mesa-Diretora da Câmara. O troca-troca partidário se intensificou nos últimos dias com a proximidade do fim do prazo para os candidatos a cargos eletivos em 2008 trocarem de legenda. O prazo se encerra no dia 5 de outubro, sexta-feira da próxima semana.

25.set.2007/Folha imagem
Eleito pelo PTC, Clodovil Hernandes se filiou ao PR, mesmo partido de Inocêncio Oliveira
Eleito pelo PTC, Clodovil Hernandes se filiou ao PR, mesmo partido de Inocêncio Oliveira

Levantamento da Folha Online mostra que só nesta semana cinco parlamentares trocaram de partido: três deputados e dois senadores.

Na Câmara, as mudanças atingiram os deputados Clodovil Hernandes (SP), Souza (AM) e Sérgio Brito (BA). Clodovil trocou o PTC pelo PR. Carlos Souza deixou o PP e se filou ao PRB. E Brito saiu do PDT em direção ao PMDB.

No Senado, o troca-troca atingiu os senadores Patrícia Saboya (CE) --que trocou o PSB pelo PDT-- e César Borges (BA) --deixou o DEM para se filiar ao PR.

26.set.2007/Divulgação
Patrícia Saboya conversa com vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, antes de ir para o PDT
Patrícia Saboya conversa com vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, antes de ir para o PDT

Patrícia pretende disputar a Prefeitura de Fortaleza em 2008 e o PSB sinaliza eventual apoio à reeleição de Luizianne Lins (PT).

Depois de passar 21 anos no DEM (ex-PFL), Borges deixou o partido por divergências com o grupo do ex-governador baiano Paulo Souto --afilhado político do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), morto neste ano. Ele foi para o PR, onde tem chance de assumir a presidência do partido na Bahia e fazer oposição ao grupo de Souto.

O DEM também pode ter mais uma baixa nos próximos dias. O senador Romeu Tuma (SP) tem reclamado a amigos que se sente desconfortável na oposição, pois tem uma boa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nomeação de seu filho Romeu Tuma Júnior para a Secretaria Nacional de Justiça abalou ainda mais esse desconforto.

05.jun.2007/Folha Imagem
Tuma se sente desconfortável no DEM após a nomeação de seu filho para Secretaria Justiça
Tuma se sente desconfortável no DEM após a nomeação de seu filho para Secretaria Justiça

Antes deles, a Mesa do Senado havia registrado apenas uma troca de partido: Fernando Collor (AL) --que trocou o PRTB pelo PTB um dia depois de tomar posse do cargo.

Cooptação

Na Câmara, o maior número de mudanças foi registrado nos partidos da oposição. O DEM, PPS e PSDB perderam, desde janeiro, 26 deputados para legendas aliadas ao governo.

O PR foi a "casa" escolhida pela maioria dos deputados que deixaram a oposição --17 no total-- para ingressar na base de sustentação do presidente Lula.

Partidos da base aliada também tiveram perdas em suas bancadas, mas em escala significativamente menor que a oposição. Nove deputados abandonaram o PTB desde o início do ano. No PT, foi registrada uma única baixa: a do deputado Juvenil Alves (MG), investigado por formação de caixa dois na última eleição.

Em novembro do ano passado, Juvenil foi preso pela Polícia Federal, acusado de liderar um esquema de blindagem do patrimônio de empresas devedoras de tributos.

A oposição atribui as perdas à suposta "cooptação" feita por partidos aliados de Lula. Essa cooptação, segundo a oposição, é se baseia na promessa de cargos no governo e liberação de emendas.

A expectativa no Congresso é que pelo menos 21 parlamentares troquem de partido até 5 de outubro.No dia 3, o STF (Supremo Tribunal Federal) vai decidir se os parlamentares que mudaram de partido após as eleições de 2006 perderão os mandatos para as legendas pelas quais foram eleitos.

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Comentários dos leitores
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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