Brasil
02/10/2007 - 11h50

PMDB exigirá hoje de Lula nomeação para Minas e Energia

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Incomodado com a indefinição de um nome para o Ministério de Minas e Energia, o PMDB cobrará nesta terça-feira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o direito de indicar alguém para a pasta. O líder da legenda na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), afirmou hoje que o partido não suporta mais esperar pela nomeação.

Segundo ele, a demora mostra a falta de atenção com o Senado. "A referência dos senadores sempre foi Minas e Energia", disse Alves ao chegar no Palácio do Planalto para a reunião de coordenação política convocada por Lula com os líderes da base aliada.

"É uma prova de desprestígio a demora. É preciso acabar com a interinidade. Ficar na interinidade enfraquece", disse o líder peemedebista, referindo-se ao fato de Nelson Hubner estar como ministro interino desde a saída de Silas Rondeau há quase cinco meses.

A bancada de senadores do PMDB exige a nomeação imediata para o Ministério de Minas e Energia. A maioria quer o retorno do ex-ministro Silas Rondeau --que pediu demissão do cargo depois de ser envolvido nas denúncias de fraudes e licitações pública. Mas Alves sinalizou que a legenda aceitaria outro nome.

"[A demora] é a falta de deferência à bancada do Senado. O PMDB não pode esperar. Isso está desgastando o [partido] no Senado. Hoje sai um nome", afirmou o líder do PMDB na Câmara.

A Folha Online apurou que uma das dificuldades para a nomeação está associada à resistência da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) em aceitar a nomeação de outro indicado do PMDB, que não seja Rondeau.

A escolha de um nome para Minas e Energia deverá dominar a maior parte da reunião, convocada por Lula, no Planalto. Na semana passada, uma rebelião dos senadores provocou uma derrota ao governo. É que os peemedebistas ajudaram a rejeitar a MP (medida provisória) que criava a Secretaria Especial de Planejamento de Longo Prazo, chefiada pelo filósofo Mangabeira Unger.

Segundo peemedebistas, a reação foi uma resposta ao governo pela demora em indicar nomes do partido --para Minas e Energia e também para outros setores do governo-- e também pelo tratamento dispensado ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), alvo de denúncias e que estaria pressionado por governistas a deixar o cargo.

Com a rejeição da MP, o governo se viu obrigado a repensar uma forma para poder manter a Secretaria Especial de Planejamento de Longo Prazo e os 626 cargos públicos ligados a ela. O próprio presidente afirmou que não aceitará o fim do órgão e dos cargos.

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Comentários dos leitores
Alcides Emanuelli (1206) 08/06/2009 19h52
Alcides Emanuelli (1206) 08/06/2009 19h52
E aqui estamos a pensar, tentar comprender tudo o que esta acontecendo e não conseguimos entender nada disso tudo.
São escandalos e mais escandalos de corrupção ativa que não terminam mais, se formos enumerar serão tantos que não vamos conseguir comprender mais nada.
Se os salarios dos Politicos são excelentes, se o Poder da emprego para todos eles e mais para seus amigos os amigos dos seus amigos e os parentes de suas empregadas como vamos entender que ainda assim precisam roubar tantos.
E olhem bem que o roubo vem de todos os lados, ele não tem limites para se instalar é como uma doença que mata que se instala no homem como o Cancer ou o HIV, se instalando no corpo da Nação brasileira e atraves disso tirando sua vida, sugando toda sua vida para cooexistir com o que tirou do corpo da Nação brasileira.
Os escandalos de corrupção são tantos e ilimitados, quando esperamos que vai parar, aparece outro maior ainda e todos vindo do Poder e o pior de tudo é que os donos do poder se acham com razão ainda em roubar tanto do povo brasileiro através de Estatais.
Estamos estarrecidos mas isso não é tudo!
Quando vemos as propagandas de programação cultural para o povo patrocinada pelos governadores de Estados com shows de todos os tipos o Estado pagando tudo, ninguem diz nada mas são a mil e uma caras da corrupção.
Quando vemos estampadas propagandas dos Correis, da Petrobras, do BB, da CEf, em eventos dessa natureza ninguem do Ministério Publico faz auditoria e ninguem contesta!
sem opinião
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Bolinha da Lulu (239) 19/05/2009 19h25
Bolinha da Lulu (239) 19/05/2009 19h25
manchete.
"Nova líder do governo diz que sua principal missão é estabilizar relação entre PT e PMDB"
Só gostaria de saber como vão dividir o bolo, pois a única coisa que interessa a todos é não esperar o bolo crescer, mas come-lo até o farelo.
2 opiniões
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caio bastos lucchesi (74) 19/05/2009 12h44
caio bastos lucchesi (74) 19/05/2009 12h44
Utopia!
Como pode tentar harmonizar a base governista,
uma pessoa que precisa dedicar-se integralmente
a propria defeza,nos escandalos das ONGs barriga
verde.
6 opiniões
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