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Brasil
02/10/2007 - 15h35

Aliados dizem a Lula que base está "intranqüila" com decisão a ser tomada pelo STF

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado pelos líderes governistas de que há uma "intranqüilidade" na base com o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) da aplicação das regras da fidelidade partidária. A informação foi transmitida a Lula durante a reunião do conselho político realizada nesta terça-feira no Palácio do Planalto.

"Isso [a indefinição jurídica] gera intranquilidade na base. As pessoas ficam preocupadas com o STF", disse o líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE). "Os deputados mudaram [de partido] sem saber que estavam cometendo um delito. É importante que eles não se prejudiquem [com a mudança de legenda]. O presidente Lula está sendo informado que os deputados estão inseguros."

Nesta quarta-feira, o STF define a quem pertence o mandato: se ao candidato eleito ou ao partido ao qual é filiado. Os ministros julgam mandados de segurança impetrados pelo PPS, PSDB e DEM --que perderam parlamentares para a base aliada desde a eleição de 2006.

No Congresso, 46 deputados trocaram de legenda desde de novembro de 2006. Em geral, os partidos de oposição perdem integrantes para a base aliada. Os oposicionistas se queixam e fazem campanha para que o STF intensifique o rigor contra os infiéis.

Para o vice-líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), o ideal seria que a regra a ser definida pelo STF possa ter efeitos retroativos: ou seja aquele que trocar de partido perderá o mandato para a legenda, sendo substituído pelo suplente.

Para os líderes da base aliada, os ministros devem definir que o mandato pertence aos partidos, mas não com efeitos retroativos. O vice-líder do PT na Câmara, Henrique Fontana (RS), disse que o prazo para vigência da regra poderá ser a partir do julgamento, mas não antes disso.

Na sexta-feira, dia 5, acaba o prazo para o troca-troca de partido para quem pretende se candidatar às eleições municipais no próximo ano.

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Comentários dos leitores
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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