Oposição cumpre acordo, aprova indicações e cobra CPI e fim do voto secreto
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Os senadores da oposição cumpriram o acordo negociado na semana passada com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) e destrancaram a pauta de votações da Casa. Hoje, por exemplo, o plenário do Senado aprovou as indicações de de Luiz Antonio Pagot para a diretoria-geral do DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes) e de Paulo Lacerda para o comando da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
Para fechar esse acordo, a oposição negociou com Jucá a instalação da CPI das ONGs --prevista para amanhã--, além da votação do projeto de resolução que afasta da Mesa Diretora e da presidência de comissões os parlamentares que respondem a processos no Conselho de Ética.
O acordo também previa a votação do projeto de resolução que acaba com as sessões secretas no plenário da Casa nos processos de cassação.
A oposição também vai insistir na tramitação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que acaba com as votações secretas no Congresso.
Antes desse acordo, o PSDB e o DEM conseguiram derrubar por dois dias seguidos a votação da indicação de Pagot com o esvaziamento do plenário do Senado.
Obstrução
Apesar do acordo estar sendo cumprido, senadores do DEM e do PSDB ameaçam retomar a estratégia de obstrução das votações no Senado se a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e o plenário da Casa não colocarem em votação amanhã o projeto de resolução que afasta da Mesa Diretora e da presidência de comissões os parlamentares que respondem a processos no Conselho de Ética.
Se o projeto for aprovado com as alterações propostas pelo relator Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), a mudança passará a valer imediatamente após a sua publicação --o que obrigaria o senador Renan Calheiros a se afastar da presidência do Senado.
"Se essa matéria não for votada amanhã, a oposição volta a fazer obstrução no plenário", anunciou o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN).
O presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE), afirmou que a votação do projeto poderá forçar o afastamento de Renan da presidência da Casa. "O presidente Renan continua usando do cargo de maneira inescrupulosa para evitar julgamentos mais céleres", afirmou.
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Especial


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O Brasil é refém dos políticos, que tem o voto obrigatório como sua grande arma.
Eu era otimista. Agora, só resta esperar que as geraçöes futuras consigam desatar este nó.
gabriel moraes
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