Brasil
03/10/2007 - 13h47

Sob protesto, ex-tucano Paes se filia ao PMDB e diz que impugnação é autoritarismo

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CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio

Sob o protesto de um grupo de jovens, o Secretário de Esportes do Estado do Rio, Eduardo Paes, se filiou hoje ao PMDB. O grupo gritava "vergonha" e "quem quer dinheiro?" e carregava cartazes com os dizeres "PMDB não é barriga de aluguel" e "Eduardo vai para o PT e leva o Cabral com você" em protesto à filiação de Paes --ex-tucano que apoiou, no segundo turno, a candidatura de Sérgio Cabral (PMDB) ao governo do Rio em 2006.

Cabral participou da cerimônia de filiação de Paes, que durou apenas 15 minutos e foi marcada por confusão e muito empurra-empurra. Outras figuras importantes do diretório do PMDB no Rio se ausentaram da cerimônia e expuseram a divisão da legenda no Estado. Entre os ausentes estavam o ex-governador Anthony Garotinho (presidente do PMDB do Rio) e o presidente da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio), Jorge Picciani.

Paes e Cabral fizeram questão de minimizar o protesto do grupo de jovens e a ausência de Garotinho e Picciani na filiação. "Os quadros do partido estavam representados. Não é uma certa meninada, que não tem a menor expressão política, que vai atrapalhar uma filiação desse quilate, desse peso", disse Cabral.

Sem citar nominalmente o nome de Garotinho, Paes e Cabral fizeram críticas ao grupo de apoio do ex-governador e de sua mulher, Rosinha Matheus (PMDB). "Essa garotada, ligada a gente sabem quem... Tem até um programinha no governo chamado 'Jovens Pela Paz' que empregava essa garotada. Mas agora está desempregada", afirmou Cabral.

Paes disse que o protesto foi "deselegante". "Seria melhor para alguém, como membro do partido, pedir a palavra e esculhambar."

Impugnação

A Folha Online apurou que líderes peemedebistas ligados a Garotinho e Picciani ameaçam impugnar a candidatura de Paes.

O Secretário de Esportes disse que a impugnação seria um ato autoritário. "Impugnação à filiação é autoritário. É um instrumento de quem tem medo, autoritário."

Já Cabral tentou minimizar a possível impugnação. "Não, não é nada disso. Impugnar por que?", perguntou. Ao ser questionado sobre o grupo de Garotinho, o governador do Rio disse: "Coitado. Deixa para lá".

Alianças

Durante os discursos, Cabral enfatizou que a vinda de Paes reforçava as alianças e a relação com o presidente Lula.

Paes afirmou que não teme ter seu nome associado ao PT, que criticou no passado --quando era membro da CPI dos Correios.

"Política se faz com aliança. Não tive aliança no ano passado porque ninguém me quis [quando disputou o governo do Rio]. O eleitor compreende o movimento de apoio ao Sérgio Cabral [a quem apoiou no segundo turno das eleições de 2006]", disse o novo peemedebista.

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Comentários dos leitores
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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