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Brasil
03/10/2007 - 14h53

Presidente do TSE defende que mandatos sejam dos partidos políticos

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, defendeu nesta quarta-feira que a Suprema Corte decida que os mandatos pertencem aos partidos políticos e que seus efeitos sejam válidos já a partir desta legislatura.

Hoje, o STF julga os mandados de segurança impetrados pelos partidos de oposição DEM, PPS e PSDB, que alegam que os mandatos pertençam às legendas e não aos parlamentares.

O assunto é acompanhado atentamente pelos deputados e senadores, uma vez que o prazo para troca de partidos com vistas às eleições municipais de 2008 acaba nesta sexta-feira.

Pela interpretação de Marco Aurélio Mello, os infiéis --que trocaram de legenda nesta legislatura-- devem ser substituídos por suplentes. Mas ele esclareceu que esta é a sua opinião e que será necessário aguardar a decisão do STF.

"Na minha ótica, aquele que deixou o partido político que o elegeu, ele se desqualifica para o exercício do mandato", afirmou o ministro Marco Aurélio.

Segundo o ministro, o STF terá de estabelecer uma regra clara sobre fidelidade partidária, afastando a hipótese de interpretações dúbias. "Não há saída que seria a da coluna do meio. Coluna do meio fica por conta da loteria esportiva", reiterou.

Já o relator do mandado impetrado pelo PSDB, ministro Celso de Mello, sinalizou que a decisão --estabelecida pelo STF-- não deve ser retroativa.

"O Supremo tem sido muito cauteloso aos direitos e prerrogativas que a Constituição assegura a todos e tem sido muito prudente no exercício de sua jurisdição, o princípio da segurança jurídica que busca impedir modificações abruptas no estado das coisas", afirmou Mello.

Celso de Mello será o primeiro a proferir seu voto. O julgamento começou por volta das 14h20. A expectativa é que dure, no mínimo, quatro horas. Depois de Mello, serão ouvidos os ministros Cármen Lúcia e Eros Grau, que relatam os outros dois mandados de segurança.

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Comentários dos leitores
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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