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Brasil
03/10/2007 - 15h40

Paulo Brossard vai ao STF defender devolução de mandatos de infiéis para partidos

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e da Justiça Paulo Brossard utilizou em dobro o tempo a que tinha direito ao defender o mandado de segurança impetrado pelo DEM --em julgamento no STF. É que o advogado José Eduardo Alckmin, que argumentaria em favor do PSDB, cedeu seu direito de sustentação oral a Brossard.

Bem-humorado, o ex-ministro brincou com o próprio modo de falar que é lento, contou histórias e destacou-se na defesa oral.

"Eu posso alugar o meu mandato? Não. Posso dar garantias? Não. Olha que no direito tem de tudo, as idéias mais criativas, mas [isso não]", disse ele. "Há coisas que não estão escritas, mas estão no seu ventre, no seu fundamento, nos seus alicerces."

Brossard lembrou, durante sua defesa, que o DEM elegeu 64 deputados e que com o troca-troca partidário perdeu seis deles. "Há um partido, que tenho a honra de representar, que elegeu 64 deputados e agora tem 10% menos", afirmou ele.

"Sou favorável a que o mandato é partidário porque ninguém pode ser candidato sem partido. O partido é um ser. Um ser necessário ao candidato", disse o ex-ministro.

Aos 82 anos, Brossard é reverenciado pelos demais advogados e até pelos ministros do STF. José Eduardo Alckmin cedeu seu tempo para Brossard defender o DEM. A presidente da Suprema Corte, Ellen Gracie, elogiou a atitude.

Brossard fez um breve histórico sobre os partidos políticos no Brasil, pediu a compreensão dos presentes e ainda elogiou Ellen Gracie. "Elegante e discreta e digna de todos os aplausos", disse o ex-ministro dirigindo-se à presidente do STF.

Antes, o ex-ministro brincou com a cobrança de pressa que lhe era feita: "Já que estou nesta situação de penúria [serei breve]". Em seguida, emendou: "Peço que tenham um pouco mais de compreensão".

A partir desta quarta-feira o STF julga os mandados de segurança impetrados pelos partidos de oposição DEM, PPS e PSDB que afirmam que os mandatos pertençam às legendas e não aos parlamentares.

O assunto é acompanhado com atenção pelos deputados e senadores, uma vez que o prazo para a mudança de legenda para as eleições municipais de 2008 acaba nesta sexta-feira (5).

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Comentários dos leitores
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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