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Brasil
03/10/2007 - 20h45

Ministros do STF sinalizam que debates sobre fidelidade partidária serão longos

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Sem entrar no mérito da discussão sobre os fidelidade partidária, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) demonstraram nesta quarta-feira que os debates serão longos durante o julgamento que será retomado amanhã. Os ministros vão decidir sobre os recursos apresentados pelos partidos de oposição que pedem a devolução dos mandatos dos deputados que mudaram de sigla nesta legislatura.

Para o ministro Eros Grau, é fundamental respeitar o amplo direito de defesa. "É uma preocupação que tenho. A Constituição assegura o direito de defesa, é uma conquista da humanidade. A humanidade não pode abrir mão disso. O direito de defesa não e só para os amigos, é para todos", afirmou.

Como Grau, o ministro Carlos Ayres Britto evitou antecipar sua posição. Mas admitiu que, apesar de ter opinião já formada, poderá mudá-la dependendo das discussões que ocorrerão nesta quinta-feira.

"O julgamento está em aberto. Mesmo quando temos uma opinião aparentemente formada, isso pode mudar porque da discussão nasce a luz", disse Britto.

No entanto, os ministros Marco Aurélio Mello e Celso de Mello demonstram pensar de maneira diferente. Para ambos, está claro que os mandatos pertencem aos partidos e não aos parlamentares. Porém, divergem sobre o período para aplicar a regra.

Segundo Marco Aurélio, o correto seria adotar os efeitos retroativos, afetando diretamente os parlamentares que trocaram de legenda nesta legislatura.

"Na minha ótica aquele que deixou o partido político que o elegeu, ele se desqualifica para o exercício do mandato", disse Marco Aurélio.

Mas o ministro Celso de Mello sugere que a medida só passe a valer a partir da próxima legislatura. "O Supremo tem sido muito cauteloso aos direitos e prerrogativas que a Constituição assegura a todos e tem sido muito prudente no exercício de sua jurisdição, o princípio da segurança jurídica que busca impedir modificações abruptas no estado das coisas".

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Comentários dos leitores
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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