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Brasil
04/10/2007 - 10h52

Marcos Valério comparece para depor na Justiça Federal

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PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

Atualizada às 10h52

Em interrogatório feito pela Justiça Federal, em Belo Horizonte, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza disse ontem que, como seus bens estão bloqueados e ele não possui mais conta em banco, recebe em dinheiro a remuneração da empresa de consultoria em que trabalha.

"Nem cartão de crédito eu tenho", afirmou Valério, que é apontado como operador do mensalão. Ele disse que liberou "um recurso" antes de seus bens serem bloqueados.

Valério foi à Justiça como réu no processo a que ele e sócios das agências DNA e SMPB respondem por ocultação de receitas, sonegação fiscal e formação de quadrilha.

A juíza Raquel Alves de Lima questionou se ele havia comprado uma fazenda, conforme publicado em jornais. "80% do que saiu [na imprensa] é mentira. Eu arrendei a fazenda", disse.

Sua mulher, Renilda Santiago, afirmou que assinaria uma nova procuração ao empresário. "Sim, como eu estou casada com ele, eu confio", disse Renilda à indagação do MPF Ministério Público Federal. Ela foi colocada por Valério como sócia nas duas agências de publicidade que estão envolvidas no suposto esquema do mensalão.

Em juízo, Renilda disse que nunca teve envolvimento profissional com as agências e que, por isso, pouco sabe sobre esses negócios.

Os depoimentos prestados são referentes ao processo sobre ocultação de receitas, sonegação fiscal e formação de quadrilha, fatos ocorridos entre 1999 e 2002. A ocultação e sonegação na DNA atingiriam R$ 55 milhões, conforme a denúncia da Procuradoria.

Valério ainda responde por participação em destruição de notas fiscais, documentos que a Polícia Civil mineira flagrou, em 2005, sendo queimados pelo contador Marco Aurélio Prata na casa de um irmão policial.

Francisco Castilho, da DNA, e Ramon Cardoso, da SMPB e Graffiti Participações (empresa que controla a DNA), negaram a sonegação imputada de R$ 55 milhões.

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Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1447) 02/12/2009 19h41
Luís da Velosa (1447) 02/12/2009 19h41
Vou sair do Brasil, antes que ele saia de mim. Siga-me, quem for brasileiro! sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2796) 02/12/2009 19h27
Antonio Fouto Dias (2796) 02/12/2009 19h27
O STF livrar Azeredo no julgamento do processo do mensalão mineiro, só irá piorar as coisas e nem só isso, poderá também estar manifestando à população uma idéia de que até mesmo no poder judiciário possam existir conclusões protecionistas e tendenciosas em julgamento de processos envolvendo políticos.
Se até o STF se manifesta de uma forma que se dê para tais suposições, quanto não poderá ser o alívio dos corruptos, falcatrueiros, superfaturadores e utilizadores de caixa2, entre outros?
OS POLÍTICOS, EM OCORRENDO O REFERIDO NA MATÉRIA, ESTÃO SE SENTINDO NÃO SOMENTE COM SENSAÇÃO DE ALÍVIO, COMO TAMBÉM A CERTEZA DE UMA IMPUNIDADE SEM DIMENSÕES.
sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2796) 02/12/2009 16h48
Antonio Fouto Dias (2796) 02/12/2009 16h48
Justiça deve ser aplicada igualmente para todos, se foram indiciados 40 mensaleiros e Azeredo praticou o mesmo ato, não há porque ele também não responda por seus atos.
O esquema é o mesmo e a base de sustentação em todas as questões dos esquemas de corrupção é a mesma, valerioduto em Minas, valerioduto no governo PTista e valerioduto no Distrito Federal, em todos existem a participação principalmente, de empresas prestadoras de serviços por concessão pública.
Se todos agem da mesma forma, não há motivos para responderem por ilícitos diferentes e muto menos serem julgados diferentemente, o que está faltando é um aparelhamento no poder judiciário, para que haja agilização na conclusão dos processos.
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