Brasil não quer criar antagonismo com Chávez, diz Dilma
YGOR SALLES
TATHIANA BARBAR
da Folha Online
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira que o governo tem uma boa relação com a Venezuela. Ela disse que mesmo que o Brasil tenha alguma divergência com o país de Hugo Chávez, não pretende criar antagonismos na América Latina.
"As propostas do [Hugo] Chávez [presidente da Venezuela] sempre serão ouvidas pelo governo. Não queremos uma posição de antagonismo", disse Dilma durante sabatina da Folha, em São Paulo. "Mas isso não significa que iremos concordar com tudo."
A ministra responde a perguntas de quatro entrevistadores e também da platéia. Dilma é sabatinada por Fernando de Barros e Silva (editor de Brasil da Folha), Renata Lo Prete (editora do "Painel" da Folha), Valdo Cruz (repórter especial do jornal) e Eliane Cantanhêde (colunista da Folha).
A ministra não quis comentar a situação política da Venezuela, especialmente sobre o cancelamento de concessões de TV --como a RCTV. "Não nos cabe falar do mérito", disse. "Mas a situação deles é bem distinta à nossa."
Dilma é a sexta a participar do ciclo de sabatinas da Folha neste ano. Antes dela, o jornal sabatinou o climatologista Carlos Nobre (março), o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer (abril), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (maio), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão (junho) e o economista Delfim Netto (agosto).
Banco do Sul
Em relação ao Banco do Sul --banco de fomento dos países da América Latina--, Dilma disse que entende o fato dos demais países definirem que cada um terá direito a um voto. Isso ignora a regra comum de que a quantidade de votos deveria ser proporcional ao aporte colocado no banco. "Fizemos isso também em relação aos Estados Unidos, Europa."
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou ontem que o Banco do Sul será oficialmente criado na próxima segunda-feira, em Caracas.
A agência de notícias venezuelana "ABN" informou que Chávez fez o anúncio durante "um recesso da reunião da Comissão Central de Planejamento" econômico da Venezuela, presidida por ele em seu gabinete na noite de terça-feira.
Chávez disse que esperava a participação dos ministros da área econômica dos países-membros no lançamento da nova entidade regional, mas garantiu que essas autoridades ratificaram que "a sede do Banco do Sul será Caracas".
A instituição financeira deveria ter sido formada até junho. Em 21 de fevereiro, Chávez dissera que ela nasceria oficialmente em "120 dias".
Chávez acrescentou que o memorando bilateral "diz que os governos podem aderir em qualquer fase do processo" e previu que Brasil, Bolívia e Equador seriam os primeiros a se juntarem.
Até o momento, os governos de Bolívia, Equador e Paraguai são os que se uniram à nova instituição financeira. Nicarágua e Uruguai expressaram seu interesse em ingressar no banco, mas ainda não tomaram uma decisão definitiva.
Com Efe
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Especial


romantismo de um Che Guevara,ou a eficiência do
Bin Laden,El Gran de Coca Cola nem como tenor de
ópera bufa,tem lugar na história.É um personagem
que já nasceu póstumo...
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E continuará fazendo...
Essa gente, odeia a imprensa livre e os direitos individuais.
A Argentina, segue pelo mesmo caminho perigoso.
O Brasil, está aos poucos sendo cercado por um "muro" de populistas e demagogos da pior espécie.
O triste é saber, que tem muita gente aqui, que adoraria ir pelo mesmo caminho dos comunistas bolivarianos.
Vão sonhando, vão sonhando...
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Depois de ter apoiado, por ação ou omissão, o expansionismo totalitário do chefe de Estado venezuelano, Lula quer dar-lhe uma virgindade e apresentá-lo como uma vítima dos Estados Unidos e da Colômbia.
É bom o sr Lula tirar o cavalinho da chuva que a festinha está prestes a terminar.
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