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Brasil
04/10/2007 - 12h38

Brasil não quer criar antagonismo com Chávez, diz Dilma

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YGOR SALLES
TATHIANA BARBAR
da Folha Online

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira que o governo tem uma boa relação com a Venezuela. Ela disse que mesmo que o Brasil tenha alguma divergência com o país de Hugo Chávez, não pretende criar antagonismos na América Latina.

"As propostas do [Hugo] Chávez [presidente da Venezuela] sempre serão ouvidas pelo governo. Não queremos uma posição de antagonismo", disse Dilma durante sabatina da Folha, em São Paulo. "Mas isso não significa que iremos concordar com tudo."

A ministra responde a perguntas de quatro entrevistadores e também da platéia. Dilma é sabatinada por Fernando de Barros e Silva (editor de Brasil da Folha), Renata Lo Prete (editora do "Painel" da Folha), Valdo Cruz (repórter especial do jornal) e Eliane Cantanhêde (colunista da Folha).

A ministra não quis comentar a situação política da Venezuela, especialmente sobre o cancelamento de concessões de TV --como a RCTV. "Não nos cabe falar do mérito", disse. "Mas a situação deles é bem distinta à nossa."

Dilma é a sexta a participar do ciclo de sabatinas da Folha neste ano. Antes dela, o jornal sabatinou o climatologista Carlos Nobre (março), o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer (abril), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (maio), o ministro da Saúde, José Gomes Temporão (junho) e o economista Delfim Netto (agosto).

Banco do Sul

Em relação ao Banco do Sul --banco de fomento dos países da América Latina--, Dilma disse que entende o fato dos demais países definirem que cada um terá direito a um voto. Isso ignora a regra comum de que a quantidade de votos deveria ser proporcional ao aporte colocado no banco. "Fizemos isso também em relação aos Estados Unidos, Europa."

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou ontem que o Banco do Sul será oficialmente criado na próxima segunda-feira, em Caracas.

A agência de notícias venezuelana "ABN" informou que Chávez fez o anúncio durante "um recesso da reunião da Comissão Central de Planejamento" econômico da Venezuela, presidida por ele em seu gabinete na noite de terça-feira.

Chávez disse que esperava a participação dos ministros da área econômica dos países-membros no lançamento da nova entidade regional, mas garantiu que essas autoridades ratificaram que "a sede do Banco do Sul será Caracas".

A instituição financeira deveria ter sido formada até junho. Em 21 de fevereiro, Chávez dissera que ela nasceria oficialmente em "120 dias".

Chávez acrescentou que o memorando bilateral "diz que os governos podem aderir em qualquer fase do processo" e previu que Brasil, Bolívia e Equador seriam os primeiros a se juntarem.

Até o momento, os governos de Bolívia, Equador e Paraguai são os que se uniram à nova instituição financeira. Nicarágua e Uruguai expressaram seu interesse em ingressar no banco, mas ainda não tomaram uma decisão definitiva.

Com Efe

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Comentários dos leitores
caio bastos lucchesi (256) 27/11/2009 09h44
caio bastos lucchesi (256) 27/11/2009 09h44
Herói,só se for em comédia dos Trapalhões,sem o
romantismo de um Che Guevara,ou a eficiência do
Bin Laden,El Gran de Coca Cola nem como tenor de
ópera bufa,tem lugar na história.É um personagem
que já nasceu póstumo...
sem opinião
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O Pacificador (209) 18/11/2009 20h02
O Pacificador (209) 18/11/2009 20h02
"Presidente de TV diz que Chávez faz de tudo para levá-lo à prisão..."
E continuará fazendo...
Essa gente, odeia a imprensa livre e os direitos individuais.
A Argentina, segue pelo mesmo caminho perigoso.
O Brasil, está aos poucos sendo cercado por um "muro" de populistas e demagogos da pior espécie.
O triste é saber, que tem muita gente aqui, que adoraria ir pelo mesmo caminho dos comunistas bolivarianos.
Vão sonhando, vão sonhando...
28 opiniões
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Santos Júnior (307) 18/11/2009 01h00
Santos Júnior (307) 18/11/2009 01h00
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer erigir para si um pedestal onde possa aparecer ante a Europa e os Estados Unidos como o grande patrono da governança latino-americana. Auto-suficiente e com um visível tom de desprezo, seu anúncio inconsulto feito em Londres ante os editores do Financial Times, no sentido de que ele "reunirá" em 26 de novembro Hugo Chávez e Álvaro Uribe em Manaus "para que resolvam suas diferenças", é um insulto à Colômbia e uma piada à realidade do que está ocorrendo no continente.
Depois de ter apoiado, por ação ou omissão, o expansionismo totalitário do chefe de Estado venezuelano, Lula quer dar-lhe uma virgindade e apresentá-lo como uma vítima dos Estados Unidos e da Colômbia.
É bom o sr Lula tirar o cavalinho da chuva que a festinha está prestes a terminar.
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