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Brasil
04/10/2007 - 13h29

Justiça cassou 623 mandatos desde 2000 por crime eleitoral, diz pesquisa

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da Folha Online

Pesquisa divulgada hoje pelo MCCE (Movimento de Combate à Corrupção) informa que a Justiça Eleitoral cassou 623 mandatos de políticos acusados de envolvimento com corrupção eleitoral desde 2000. O início do levantamento coincide com a entrada em vigor da lei 9.840, promulgada em 1999, que passou a penalizar a captação ilícita de votos e o uso eleitoral da máquina administrativa.

Entre os governadores cassados neste período estão Flamarion Portela (ex-PT-Roraima) --cassado em 2004 por crime eleitoral na campanha de 2002-- e Cássio Cunha Lima (PSDB-Paraíba). O MCCE informa que Cunha Lima se mantém no cargo de governador por conta de uma liminar concedida a seu favor pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Mesmo assim, o levantamento incluiu o nome dele --já que houve uma decisão de cassação.

Pelo levantamento, foram cassados dois governadores (e seus vices), seis senadores (número inclui suplentes), oito deputados federais, 13 deputados estaduais ou distrital, 508 prefeitos (número inclui seus vices), e 84 vereadores.

Entre os senadores apontados como cassados está João Capiberibe (PSB-AP). Perderam o mandato de deputado federal Ronivon Santiago (PP-AC), José Carlos Gratz (DEM-ES), entre outros.

O MCCE informa que o levantamento não incluiu as cassações resultantes de condenações criminais. Ou seja, foram contabilizados apenas aqueles que perderam o mandato em razão de irregularidade eleitoral.

O levantamento também considera como "cassados" aqueles que continuam no cargo por conta de liminares. O MCCE informa que essas medidas não modificam a decisão anterior, apenas suspendem a sua execução até a apreciação do recurso.

Por conta disso, o MCCE informa que os dados referentes às eleições de 2004 e 2006 podem sofrer alterações. É que alguns nomes que aparecem como cassados no levantamento podem reverter a decisão num tribunal superior.

No entanto, o MCCE informa que a reversão da decisão é pouco provável no caso dos prefeitos e vereadores cassados. Nos demais casos, os acusados podem recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Regiões de partidos

Por Estados, o levantamento mostrou que o maior número de cassações foi registrado em Minas Gerais: foram 71 desde 2000.

Em seguida, aparece o Rio Grande do Norte, com 60 cassações; seguido por São Paulo, com 55 casos de perda de mandato.

Por partido, o DEM (ex-PFL) lidera o ranking de cassações: 69 ocorrências. Em seguida, está o PMDB, com 66 casos de perda de mandato. O PSDB aparece em terceiro, com 58 casos, seguido pelo PP (26 cassações) e PTB (24).

Depois aparecem o PDT (23 cassações), PR (17), PPS (14) e PT (10), além do PPS (oito), PSB (sete), entre outros.

Metodologia

O MCCE informa que a Justiça não possui um sistema de acompanhamento estatístico das cassações de mandato por crime eleitoral. O levantamento foi feito pelo juiz Márlon Reis, presidente da Abrampe (Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais) e integrante do Comitê Nacional do MCCE.

O movimento informa que a pesquisa foi feita a partir dos dados processuais de cada caso, com base nas informações disponíveis nos sites dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) e do TSE.

Muitos casos mencionados na pesquisa e, portanto, os números podem ser modificados, ressalta o MCCE.

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Comentários dos leitores
Maria do Rosario Freitas (100) 19/02/2008 00h12
Maria do Rosario Freitas (100) 19/02/2008 00h12
Quando estamos "vivos" sentimos saudades de tudo até do que não presta, loucura sentir saudades dos outros. "melhor ter dez inimigos declarados do que um oculto". Espero que estas cassações não sejam só demonstrativos para tapear a população, que não inventem nenhuma lei às vesperas da eleição como fizeram com as dividas das eleições, uma vergonha. tem candidatos que pôs cidades do interior inteira para trabalhar, deu calote em postos de gasolinas levando-os a fechar, tiveram uma lei específica para eles livrando-os dos calotes. Tenho curiosidade de saber como ficou a prestações de contas desses sujeitos. A maioria eram da famosa e muiiiito honesta oposição. 24 opiniões
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Odon Porto de Almeida (1) 21/12/2007 09h57
Odon Porto de Almeida (1) 21/12/2007 09h57
Que democracia é a nossa, se um pseudo Congresso não legisla e apenas aprova medidas provisórias do Presidente? Além de tudo, suas lideranças moralmente muito deixam a desejar. como é de todos sabido. sem opinião
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NIL LIN (19) 29/11/2007 10h10
NIL LIN (19) 29/11/2007 10h10
SAO PAULO / SP
Chavez tem razão. O Congresso Nacional, especialmente o senado, é que nem papagaio: repete o que lhes passam as TVs e jornais. E a elite tb é a mesma coisa. Considera tudo que aparece na mídia como se fosse verdade e vai repetindo por entre seus amigos. O POVO QUE A ELITE ACHA BOBO, NÃO LIGA PARA ESTAS COISAS. O POVO SABE DESCONFIAR, SENTE NA PELE A REALIDADE DO DIA A DIA, NÃO ENGOLE TUDO QUE APARECE NA TV. E a elite se achando o tal, rotula os "conterrâneos de analfabetos, quando ela própria é ludibriada ao sabor de qualquer noticiário. O povo não é mais bobo como faz acreditar o bicudo fhc. Estudo é essencial, dá conhecimento, mas nunca faz uma pessoa ser melhor ou mais inteligente que outra. NOS ULTIMOS TEMPOS O POVO QUE AINDA É POUCO ESCOLADA, DEU MUITO VALOR AO ENSINO; ACHO QUE É POR ISSO QUE NÃO ACEITA QUALQUER COISA QUE TENTAM LHE PASSAR PELA MIDIA. O que não pode dizer dos escolados, que são facilmente influenciáveis. 30 opiniões
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