Mantega diz que só negocia alíquota menor após aprovação da CPMF
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Guido Mantega (Fazenda) voltou a afirmar nesta quinta-feira que reduções de impostos só serão discutidas após a aprovação da prorrogação da CPMF pelo Senado com a atual alíquota de 0,38%.
"Eu gostaria de desonerar a folha de pagamentos, mas se houver um movimento forte em favor de uma outra desoneração, eu saberei ceder", afirmou o ministro.
Hoje, em encontro com empresários na CNI (Confederação Nacional da Indústria), o ministro apresentou dados sobre a arrecadação e os gastos do governo, mostrando que as desonerações feitas desde 2004 somam cerca de R$ 36 bilhões.
Segundo ele, o governo está disposto a fazer algum tipo de flexibilização, que será discutida quando a CPMF começar a tramitar no Senado, mas que uma possível redução de impostos --ou da alíquota- será feira após a aprovação do Congresso Nacional.
Mantega teme que uma mudança no atual modelo do imposto atrase a sua entrada em vigor no próximo ano. Se a CPMF for mantida em 0,38%, o Congresso pode aprová-la até o final de dezembro, quando deveria ser extinta, e ela continuará a ser cobrada normalmente em janeiro. Caso ocorra alteração de alíquota, a cobrança só pode ter início após 90 dias.
O ministro voltou a ameaçar que sem a CPMF ocorrerão cortes nos programas sociais e nos investimentos. "Se houver uma redução drástica, haverá corte drástico em investimento e programas sociais."
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