Líder do PMDB nega que destituiu senadores da CCJ a pedido de Renan
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Depois de destituir os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE) da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, o líder do PMDB na Casa, Valdir Raupp (RO), negou que tenha agido em nome do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) para tirar da comissão os senadores da ala oposicionista do partido. Raupp admitiu, no entanto, que decidiu substituir os senadores porque "chegou a hora" de afastar parlamentares com postura distinta da recomendada por líderes peemedebistas.
"Isso não é uma coisa do outro mundo, é natural do jogo político. Na minha opinião, quando o partido faz parte da coalizão do governo é para valer. Eles não pensavam de acordo com o que o partido pensava na CCJ", disse o líder.
Raupp afirmou que tomou a decisão de afastar Jarbas e Simon da CCJ no último final de semana, mas estava disposto a tornar pública a destituição somente nos próximos dias --já que não comunicou os dois senadores previamente sobre a substituição. O comunicado de Raupp, no entanto, foi lido no plenário do Senado na tarde desta quinta-feira mesmo sem o conhecimento dele.
A Folha Online apurou que a secretária-geral da Mesa do Senado, Claudia Lyra, pediu a prorrogação da sessão plenária da Casa por cinco minutos para que o comunicado de Raupp fosse lido em plenário. A secretaria-geral da Mesa já havia recebido o documento de Raupp, mas o líder não esperava que fosse lido em plenário nesta quinta-feira.
Nos bastidores, senadores acusam Renan de ter atuado para a leitura do documento no plenário, com a orientação para que Lyra encaminhasse o texto ao senador Neuto de Conto (PMDB-SC), que transmitiu a mensagem ao plenário.
Jarbas e Simon acusam Renan de ter atuado diretamente nas substituições, já que pode recorrer de uma eventual cassação de mandato à CCJ --onde precisa ter maioria para ter o pedido aprovado. Os dois peemedebistas vêm adotando postura de oposição a Renan desde que as primeiras denúncias contra o presidente do Senado vieram à tona.
Raupp disse que, além do PMDB, outros partidos da base aliada do governo devem promover mudanças para fortalecer a coalizão política do Senado. "Não é só a gente", justificou.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) considerou a destituição de Jarbas e Simon como um desrespeito ao Senado. "Ontem nos deram um tapa, hoje nos deram um golpe. Amanhã, vão cuspir na gente."
Crise
O episódio do afastamento dos peemedebistas é mais um capítulo da crise que atinge o partido. Na semana passada, os "franciscanos" do PMDB se rebelaram contra o governo federal e ajudaram a derrubar a medida provisória que criava a Secretaria de Planejamento a Longo Prazo da Presidência da República. A rebelião mostrou o "racha" na bancada do partido, dividida em três grupos.
O primeiro deles é integrado pelos chamamos "cardeais", que têm ligação direta com Renan e o Palácio do Planalto --como os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e José Sarney (PMDB-AP). Os "franciscanos", apesar de serem aliados de Renan, não estão satisfeitos com a postura do governo em relação à bancada --já que acusam os "cardeais" de centralizarem o diálogo com o Executivo.
O último grupo, formado por Jarbas e Simon, faz oposição tanto a Renan quanto ao Palácio do Planalto, o que segundo Raupp provocou o afastamento dos parlamentares da CCJ.
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Especial


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4) Minha sogra (vai com Deus...não aceito devoluções)
5) O Papagaio Louro de meu vizinho (fala...fala mas nem sabe o que tá falando)
Mas se faltar mais um suplente...Nós aqui temos a solução.
Vamos contratar todosos nossos parentes para "nos dar uma forcinha"...De quebra cadaum devolverá 30% de seus vencimentos brutos em espécia....
Isso sim que é política...
M-A-R-A-V-I-L-H-A
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Perder tempo com estes canalhas????
Nunca mais!
Prefiro uma revolução ARMADA!
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