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Brasil
05/10/2007 - 08h29

Ex-policial diz que casa de Marcos Valério foi metralhada

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PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

O ex-policial civil Marco Túlio Prata, o Pratinha, disse ontem em depoimento na Justiça Federal que seu irmão, o contador Marco Aurélio Prata, queria morto o empresário Marcos Valério de Souza, denunciado como operador do mensalão. Segundo ele, seu irmão chegou a "metralhar" o muro da casa de Valério, na época em que já ocorriam as investigações do mensalão.

Ao final do depoimento, o advogado de Valério na esfera criminal, Marcelo Leonardo, disse que no segundo semestre de 2005 a casa do empresário mineiro foi alvejada por tiros, mas afirmou que, temendo que "as pessoas não acreditassem naquilo", orientou seu cliente a não comunicar isso à polícia.

"Nós não tínhamos nenhum conhecimento a respeito de ameaças, mas, no segundo semestre de 2005, de fato ocorreram disparos contra a casa do Marcos Valério", disse Leonardo.

"Na época, como nós não tínhamos nenhuma dimensão do que poderia ser aquilo, eu recomendei que não fizesse nenhuma comunicação, que ele apenas procurasse ter mais cuidado com a sua segurança para que a gente pudesse ter melhor noção do que se tratava".

Cumprindo pena de 15 anos por assassinato, Pratinha depôs como réu no processo a que Valério e seus sócios nas agências DNA e SMPB respondem por ocultação de receitas, sonegação fiscal e formação de quadrilha. O ex-policial, seu irmão e Valério respondem ainda por ocultação e destruição de documentos fiscais.

Além de dizer que seu irmão tentou contratá-lo para matar Valério, o ex-policial disse que o contador queria prejudicá-lo ao pedir que guardasse na sua casa os documentos fiscais da DNA encontrados queimados.

Pratinha disse não conhecer Valério, mas, apesar disso, disse que "não acreditar" que o empresário faria isso.

O advogado do contador, Paulo Sérgio de Abreu e Silva, disse que estava com problemas de saúde na família e que não pôde acompanhar o depoimento de Pratinha, por isso não poderia falar.

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Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1447) 02/12/2009 19h41
Luís da Velosa (1447) 02/12/2009 19h41
Vou sair do Brasil, antes que ele saia de mim. Siga-me, quem for brasileiro! sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2796) 02/12/2009 19h27
Antonio Fouto Dias (2796) 02/12/2009 19h27
O STF livrar Azeredo no julgamento do processo do mensalão mineiro, só irá piorar as coisas e nem só isso, poderá também estar manifestando à população uma idéia de que até mesmo no poder judiciário possam existir conclusões protecionistas e tendenciosas em julgamento de processos envolvendo políticos.
Se até o STF se manifesta de uma forma que se dê para tais suposições, quanto não poderá ser o alívio dos corruptos, falcatrueiros, superfaturadores e utilizadores de caixa2, entre outros?
OS POLÍTICOS, EM OCORRENDO O REFERIDO NA MATÉRIA, ESTÃO SE SENTINDO NÃO SOMENTE COM SENSAÇÃO DE ALÍVIO, COMO TAMBÉM A CERTEZA DE UMA IMPUNIDADE SEM DIMENSÕES.
sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2796) 02/12/2009 16h48
Antonio Fouto Dias (2796) 02/12/2009 16h48
Justiça deve ser aplicada igualmente para todos, se foram indiciados 40 mensaleiros e Azeredo praticou o mesmo ato, não há porque ele também não responda por seus atos.
O esquema é o mesmo e a base de sustentação em todas as questões dos esquemas de corrupção é a mesma, valerioduto em Minas, valerioduto no governo PTista e valerioduto no Distrito Federal, em todos existem a participação principalmente, de empresas prestadoras de serviços por concessão pública.
Se todos agem da mesma forma, não há motivos para responderem por ilícitos diferentes e muto menos serem julgados diferentemente, o que está faltando é um aparelhamento no poder judiciário, para que haja agilização na conclusão dos processos.
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