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Brasil
05/10/2007 - 13h16

Deputada sujeita a perder mandato diz que vai recorrer à Justiça Eleitoral

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A deputada Jusmari Oliveira (PR-BA) prepara nesta sexta-feira um embargo à Justiça Eleitoral para garantir a manutenção do seu mandato parlamentar. Ela foi a única, de 23 casos julgados no STF (Supremo Tribunal Federal) ontem, sujeita à perda do mandato. Para os ministros, a deputada está ameaçada porque abandonou o DEM rumo à base aliada depois de 27 de março de 2007.

No entanto, Jusmari negou que tenha trocado de legenda depois do período definido pelo STF. Segundo a deputada, saiu do DEM no dia 28 de fevereiro de 2007, ficando um mês sem partido, e em seguida optando pelo PR, no dia 2 de abril de 2007.

"Minha desfiliação oficial ocorreu no dia 28 de fevereiro, tenho documentos que comprovam isso. Tanto é que no dia 2 de março, no meu aniversário, eu recebi uma notificação do DEM cobrando uma multa de R$ 51,8 mil pela minha desfiliação. Tudo isso está documentado", disse Jusmari.

A deputada afirmou que vai recorrer por entender que ela tem direito de preservar seu mandato. "Eu não vejo como eu não ser enquadrada na decisão do Supremo", disse ela.

Reclamando do DEM, Jusmari rebateu as críticas de que mudou para a base aliada em busca de benefícios destinados aos que apóiam o governo. A deputada disse que seu discurso se aproxima mais da oposição do que a situação.

"O DEM perdeu os contatos com a base. É uma cúpula muito fechada, eu nunca fui considerada. Cheguei à Câmara e houve uma perseguição contra mim. Nunca fui indicada para uma comissão", queixou-se Jusmari. "Mas sempre admirei e mantive laços de amizade com o senador Antonio Carlos Magalhães [morto em julho deste ano]."

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Comentários dos leitores
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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