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Brasil
05/10/2007 - 13h35

Líder do PR diz que partido não reivindicará mandatos de "infiéis"

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O PR, legenda que mais recebeu parlamentares desde o início deste ano com o chamado troca-troca partidário, não teme redução da sua bancada na Câmara --em decorrência da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de que os mandatos pertencem aos partidos, e não aos parlamentares.

O líder do PR na Câmara, deputado Luciano Castro (RR), disse não estar disposto a brigar na Justiça para manter os mandatos de deputados que optaram pelo PR depois do dia 27 de março --quando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu que os mandatos pertencem aos partidos e não aos candidatos eleitos.

"Não vamos perder ninguém. Eu acho que nenhum partido deve pedir a vaga de outro porque não concordamos com essa tese aprovada pelo STF", afirmou Castro.

Apesar de demonstrar tranqüilidade com a decisão do tribunal, o líder alertou para o fato de que suplentes de parlamentares poderão recorrer à Justiça para terem de volta os mandatos --mesmo que o partido não queira comprar a briga.

"A reivindicação pode não partir do partido, mas do suplente. Nem sempre o suplente é do mesmo partido, é da coligação, e isso o STF não levou em conta", criticou.

Na prática, o PR recebeu apenas três deputados depois do dia 27 de março --Clodovil Hernandes (SP), Dr. Paulo César (RJ) e Jusmari Oliveira (BA). Desde fevereiro deste ano, no entanto, a bancada do PR na Câmara subiu de 34 para 42 deputados.

O líder abriu uma exceção, porém, para o caso da deputada Jusmari Oliveira (PR-BA). Castro disse estar disposto a garantir a permanência da deputada porque alega que ela deixou o DEM no dia 5 de março deste ano, por isso estava sem partido quando, um mês depois, ingressou no PR. "Isso é absolutamente defensável", afirmou.

Castro disse não estar disposto a ingressar na Justiça para ter de volta os mandatos dos deputados Damião Feliciano (PDT-PB) e Lindomar Garçon (PV-RO), que deixaram a legenda depois do prazo firmado pelo STF para a nova regra entrar em vigor.

"O Lindomar era do PV e era do nosso partido, não vamos brigar com legendas aliadas. O Damião foi expulso do PR, temos que tratar a coisa com Justiça. Ele se desligou do nosso partido por um pedido nosso", ressaltou.

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Comentários dos leitores
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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