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Brasil
05/10/2007 - 14h00

Lula diz que regras eleitorais não devem mudar "no meio do caminho"

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da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou nesta sexta-feira comentar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que ontem determinou que o mandato pertence ao partido. Para o presidente, decisão da Suprema Corte tem que "respeitar, acatar e fazer cumprir". Porém, ressaltou que não se pode alterar regras, como a fidelidade partidária, no "meio do caminho".

"Eu acho positiva a fidelidade partidária, é uma coisa importante até para fortalecer os partidos políticos. É muito importante. Agora, essas coisas você não pode mexer no meio do caminho. Essas coisas você precisa construir com as pessoas sendo candidatas, sabendo que as regras são essas e que, portanto, não podem mudar", afirmou Lula.

Lula participou hoje pela manhã, em Florianópolis, de cerimônia para celebração de contrato para incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina pelo Banco do Brasil.

O presidente ressaltou que não tem nenhuma orientação para fazer à sua base no Congresso --que foi beneficiada com o troca-troca partidário.

"Não tem orientação à minha base, não tem por que orientar a base, é uma decisão da Suprema Corte. Alguns partidos que se sentiram prejudicados pediram o parecer da Suprema Corte, ela deu. Meu caro, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, portanto, nem governador, nem presidente comentam as decisões da Suprema Corte", afirmou.

O STF julgou ontem três mandados de segurança apresentados pelo PSDB, PPS e DEM que reivindicavam a devolução dos mandatos de deputados que deixaram as legendas para se filiar em siglas aliadas ao governo.

Sobre o racha na bancada do PMDB --ontem o partido destituiu dois senadores considerados independentes da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado--, o presidente disse que não pretende chamar os senadores peemedebistas para conversar sobre a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

"Não [vou chamar os senadores do PMDB para conversar], eu acho que vão aprovar a CPMF. A CPMF é um imposto justo", explicou Lula, ao ressaltar que o governo não aumentou a carga tributária.

"A verdade é que as pessoas estão pagando mais [impostos] porque estão ganhando mais. É só ver o lucro dos bancos, ver o lucro das 1.000 maiores empresas brasileiras, que vocês vão perceber que as pessoas estão ganhando mais e, portanto, têm que pagar mais", disse.

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Comentários dos leitores
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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