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Brasil
05/10/2007 - 16h32

PTC recorre à Justiça Eleitoral para ter mandato de Clodovil de volta

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GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O PTC (Partido Trabalhista Cristão) vai recorrer à Justiça Eleitoral para ter de volta o mandato do deputado Clodovil Hernandes (PR-SP), que deixou a legenda há duas semanas. Com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de que o mandato pertence ao partido, e não ao parlamentar, o PTC está disposto a tirar Clodovil da Câmara para indicar o primeiro suplente da legenda à sua vaga.

"A gente vai na terça-feira apresentar o recurso. O TSE é o tribunal que vai resgatar isso para a sociedade", disse o presidente nacional do PTC, Daniel Tourinho.

O partido acredita que, em dez dias, o TSE vai definir se devolverá à legenda o mandato de Clodovil. Tourinho explicou à Folha Online que o partido já havia ingressado com mandado de segurança no STF para reaver o mandato de Clodovil, mas agora vai apresentar novo recurso ao TSE para reconquistar a vaga do deputado.

Clodovil afirmou, por meio de assessores, que está "tranqüilo" com a possibilidade de o PTC retirar o seu mandato. O estilista disse que foi eleito não pela influência da legenda, mas pela sua notoriedade no cenário nacional. Tourinho argumenta, por outro lado, que nenhum parlamentar se elege sem a ajuda da legenda.

"O deputado Enéas [morto este ano], quando foi eleito, conquistou mais de um milhão de votos. Com ele, cinco deputados chegaram à Câmara. Se o voto fosse dele, e não do partido, outros parlamentares não teriam entrado na Casa", argumentou o presidente do PTC.

Se perder o mandato, Clodovil será pelo substituído pelo primeiro suplente do PTC na Câmara --o coronel reformado da Polícia Militar Paes de Lira (SP), que segue uma linha conservadora. Uma das propostas criticadas pelo suplente de Clodovil é a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Inspiração

Ao trocar de partido no dia 25 de setembro, Clodovil descartou a hipótese de ter o mandato devolvido ao PTC. Segundo o deputado, seu mandato é resultado da "inspiração de Deus". A eleição de Clodovil, que chegou à Câmara com 423.511 mil votos, foi uma das maiores da história do país. Por este motivo, o deputado espera conseguir manter a sua vaga na Câmara.

Um dos motivos que levou Clodovil a mudar de legenda, segundo assessores, foi o fato de não ter recebido apoio da legenda em mais de sete meses de mandato. No episódio em que trocou farpas com a deputada Cida Diogo (PT-RJ) --a quem chamou de "feia"-- Clodovil disse que o PTC em nenhum momento lhe ofereceu apoio jurídico para evitar disputas legais com a colega.

A decisão do STF desta quinta-feira determina que os partidos poderão reivindicar, na Justiça, os mandatos de deputados que deixaram a legenda depois do dia 27 de março deste ano. Como Clodovil trocou o PTC pelo PR há pouco mais de uma semana, corre o risco de perder o direito de permanecer na Câmara dos Deputados.

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Comentários dos leitores
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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