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Brasil
09/10/2007 - 12h20

Tarso nega enfraquecimento do Pronasci com alteração de MP na Câmara

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Na tentativa de desobstruir a pauta do plenário da Câmara para aprovar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011, o governo federal aceitou tirar da medida provisória que criou o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública) pontos considerados polêmicos. A base aliada do governo aceitou retirar artigos questionados pela oposição.

O ministro Tarso Genro (Justiça) negou, no entanto, que o governo preferiu enfraquecer o Pronasci em troca da prorrogação da CPMF. "Eu acho que não se trata de uma troca. Eu até concordei com o movimento que foi feito, porque se não tivermos CPMF, não temos nenhum programa social, não temos inclusive recursos para os investimentos pesados. O fundamental para nós é aprovação da estrutura do Pronasci", defendeu.

Entre os pontos retirados da MP estão os artigos que criavam três projetos de intervenção social para jovens em conflito com a lei. O ministro disse que o governo vai "verificar a maneira adequada" para recriar os pontos do Pronasci retirados da MP.

"Foi uma sinalização que temos que explicar melhor para parte da oposição e da base aliada o significado desse projeto. Estamos estudando, vamos verificar a maneira mais adequada", afirmou Tarso.

Negociações

A votação da PEC da CPMF em segundo turno está programada para a noite de hoje no plenário da Câmara. Antes, os deputados terão que concluir a votação dos destaques da MP do Pronasci, além de colocar em votação a outra medida provisória que tranca a pauta da Câmara --que prorroga o prazo para que trabalhadores rurais autônomos requeiram aposentadorias por idade no valor de um salário mínimo.

Segundo reportagem da Folha, o governo teve de ceder a ameaças do PP e prometeu uma nova rodada de liberação de cargos e emendas para conseguir aprovar a prorrogação da CPMF em segundo turno. Com uma bancada de 39 deputados, o PP é considerado imprescindível para a aprovação tranqüila da emenda pelo governo.

Repetindo o que já fizeram partidos como PMDB e PR, os pepistas foram ao líder do governo, José Múcio (PTB-PE), na tarde de ontem, com uma lista de pleitos. O principal já era conhecido --a manutenção da diretoria de Abastecimento da Petrobras.

Ontem, adicionaram outro, a secretaria nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades. De quebra, pediram a nomeação de uma série de cargos de terceiro escalão em várias pastas e reclamaram do represamento das emendas, principalmente do Ministério da Saúde.

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Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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