Diretor da Schincariol nega irregularidade na compra de fábrica de irmão de Renan
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O diretor de Relações Institucionais da Schincariol, José Domingues Francischinelli, negou nesta quarta-feira que a empresa teve uma dívida de R$ 100 milhões e que ela teria sido negociada com apoio de parlamentares. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, é acusado de ajudar a reverter uma suposta dívida da Schincariol com o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).
"Não temos essa dívida. Há outras pequenas dívidas, mas nada relevantes", afirmou Francischinelli, durante depoimento no Conselho de Ética da Câmara.
Segundo ele, a empresa tem uma divida de R$ 18 milhões de responsabilidade social referente a fábricas em Pernambuco e Goiás, mas nada em Alagoas.
No depoimento, Francischinelli confirmou ainda que a Schincariol doou cerca de R$ 8 milhões para vários políticos investirem em suas campanhas eleitorais. Entre os beneficiados está o deputado federal Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão de Renan, que teria sido favorecido com o repasse de R$ 200 mil.
Francischinelli depôs no Conselho de Ética porque Olavo Calheiros é investigado na Câmara sob suspeita de ter superfaturado a venda de uma fábrica de sua propriedade na negociação com a Schincariol em troca de uma ajuda de Renan para reverter dívidas da empresa, além de tráfico de influências.
Compra
Francischinelli negou ainda que a compra da fábrica de Olavo --denominada Conny, em Murici-- tenha sido adquirida com preço acima do mercado, como denunciado à Câmara e ao Senado.
De acordo com ele, a empresa negociou com o deputado em 2006 e a compra foi feita de forma transparente.
O empresário disse que a Schincariol comprou a fábrica de Olavo por R$ 17 milhões --abatidas dívidas e concedidos os descontos.
Para o pagamento, foi negociado o repasse em parcelas até junho de 2009 com base na média do INPC e IGPC. Mas 20% do total, aproximadamente R$ 3,5 milhões foram pagos no momento da compra. "A compra não foi superfaturada. Com essa condição de pagamento e a maneira como foi feita a negociação elimina [as suspeitas levantadas]", disse o empresário, em pouco mais de uma hora e meia de depoimento aos deputados.
Reações
Na próxima quarta-feira, o relator do processo no Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PR-BA), e o presidente do órgão, Ricardo Izar (PTB-SP), viajam até Murici (AL) para examinar a fábrica e o local onde ela funciona. Acompanhará os deputados um perito especialista em tributação.
Araújo negou que esteja se sentindo pressionado a apressar seu relatório sobre Olavo em decorrência do impasse que ocorre no Senado por causa das denúncias em torno de Renan.
"Não estou me sentindo pressionado. Mas não quero atrasar [a entrega do relatório]. Também não vou deixar de fazer diligências", disse o relator.
Izar, no entanto, desabafou sobre as investigações que o Conselho de Ética terá de realizar. Segundo ele, os processos remetidos ao órgão devem vir de forma mais completa, pois faltam mecanismos para realizar diligências e apurações mais complexas. "Está ficando cada vez mais difícil. O Conselho de Ética não é delegacia de polícia nem Ministério Público, não temos meios para isso."
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1) O Coveiro do Cemitério Araça (adora enterrar o povão na lama)
2) O mendigo que mora debaixo da ponte (tá cheio de atanto "papelão")
3) Meu cachorro Rex (Late mas não morde)
4) Minha sogra (vai com Deus...não aceito devoluções)
5) O Papagaio Louro de meu vizinho (fala...fala mas nem sabe o que tá falando)
Mas se faltar mais um suplente...Nós aqui temos a solução.
Vamos contratar todosos nossos parentes para "nos dar uma forcinha"...De quebra cadaum devolverá 30% de seus vencimentos brutos em espécia....
Isso sim que é política...
M-A-R-A-V-I-L-H-A
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Perder tempo com estes canalhas????
Nunca mais!
Prefiro uma revolução ARMADA!
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