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Brasil
11/10/2007 - 10h48

União libera R$ 1 bi em emendas em 2 meses

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FÁBIO ZANINI
RANIER BRAGON
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Nos pouco mais de dois meses em que a proposta de prorrogação da CPMF tramitou na Câmara, o governo Luiz Inácio Lula da Silva destinou quase R$ 1 bilhão em verbas para as emendas que os parlamentares fazem ao Orçamento da União, sendo que, na maioria, aliados foram os mais atendidos.

A votação em segundo turno da prorrogação até 2011 do chamado "imposto do cheque" foi até as 3h55 de ontem e agora segue para o Senado. Na Câmara, nenhuma mudança proposta pela oposição foi aprovada.

A emenda chegou à Casa em abril, mas só começou a tramitar para valer após o recesso parlamentar de julho.

De 1º de agosto a 5 de outubro, o governo destinou R$ 995,12 milhões para atender emendas, segundo cálculo da Folha com base em dados do Siafi (sistema de acompanhamento de gastos da União) levantados pela assessoria técnica do DEM. A média diária do período é de R$ 15,07 milhões.

O valor liberado nesses 66 dias é praticamente o mesmo do correspondente aos sete primeiros meses do ano. De janeiro a julho, o governo gastou R$ 1,1 bilhão em emendas. Mas a média diária do período pré-CPMF é um terço do período da votação: R$ 5,19 milhões.

Os dados incluem emendas pagas ou empenhadas (autorizadas) e "restos a pagar" de 2005 e 2006 -dinheiro de Orçamentos anteriores que foram represados na época.

O PMDB foi o partido mais contemplado no período da CPMF, com R$ 36,25 milhões em recursos. Em segundo vem o PT, com R$ 34,26 milhões. O PSDB tem R$ 23,58 milhões e o DEM, R$ 18,99 milhões.

"Não vejo relação com a CPMF, já que até o fim do ano haverá liberações do mesmo porte que essas. E que bom que as emendas tenham sido atendidas. É menos dinheiro na mão da União e mais na dos municípios", disse Beto Albuquerque (PSB-RS), um dos vice-líderes do governo na Casa.

Também houve distribuição de cargos de segundo escalão. O PP ganhou secretarias na pasta das Cidades. O PMDB, cargos na Fundação Nacional de Saúde, em Furnas, na Petrobras e promessas na Eletrobrás. Já o PR emplacou o presidente do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), o PRB, a direção da Companhia Nacional de Abastecimento, o PTB, a Superintendência de Seguros Privados, e o PSB, o segundo escalão da Secretaria dos Portos.

Feriadão

A votação em segundo turno na Câmara durou mais de oito horas, já que a oposição usava manobras para atrasar a votação. O texto principal foi aprovado por 333 votos (25 a mais do que o necessário) contra 113. As sete emendas da oposição que tentavam derrubar ou alterar a prorrogação foram derrotadas por placares pró-governo nunca inferiores a 325.

Líderes governistas incentivavam os deputados a ficar em plenário madrugada afora com a promessa de que, se terminassem a votação, a semana de trabalho estava encerrada.

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Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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