Brasil
11/10/2007 - 21h28

Aliados minimizam licença de Renan mas reconhecem necessidade do afastamento

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GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Os aliados do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) tentaram minimizar a decisão dele se afastar da presidência do Senado. Mas reconheceram que o peemedebista deveria ter tomado a atitude antes em meio ao desgaste político que enfrentou na Casa. Senadores peemedebistas e do PT avaliam que, sem Renan no comando da Casa, será mais fácil negociar a aprovação da prorrogação da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.

"Sem o Renan ajuda porque diminui a tensão. Mas as dificuldades, mesmo sem o Renan, não serão pequenas", disse a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC). Segundo a senadora, o afastamento de Renan foi conseqüência da pressão exercida por parlamentares governistas e da oposição.

"Havia um sentimento na Casa de ter um tratamento justo com o senador Renan, mas este capital que ele tinha foi deteriorando. Mas não significa que estivesse totalmente extinto. Se houvesse o gesto da licença, poderia ter o retorno desse capital", avaliou Ideli.

O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), considerou "acertada" a decisão de Renan. "Era bom que fosse um pouco antes. Foi bom para reduzir a tensão, bom para ele, bom para a família dele, bom para o Senado e bom para o governo", disse. Raupp afirmou que "certamente" Renan passará a ter apoios na Casa que já havia perdido --o que poderá ajudá-lo a escapar de uma eventual cassação no Conselho de Ética.

O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) --que se tornou um dos principais aliados de Renan desde que a crise política teve início-- criticou a pressão da imprensa sobre o peemedebista. "O mandato que ele tinha é democrático, ganhou duas vezes, agora os outros senadores é que têm que saber o que vão fazer. É um momento triste, em que a democracia, tudo o que estudamos, tudo o que aprendemos, nesse mundo moderno não está adiantando", desabafou.

Ao contrário de Ideli, Salgado disse que a licença de Renan não vai influenciar o Senado na votação da CPMF. "Não tem nada a ver com CPMF. A discussão não é a CPMF, é a tranqüilidade no Senado, onde os líderes que conduzem a Casa tem que ter harmonia para encontrar solução. Eu só espero que o senador Renan seja julgado limpamente, julgado dentro do Conselho de Ética normal, não no Conselho de Ética da maneira que vinha", afirmou.

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Comentários dos leitores
Wilson Carvalho (23) 19/10/2009 16h30
Wilson Carvalho (23) 19/10/2009 16h30
Nós aqui do POVÃO tambe´m temos nossos cinco candidatos a presiência..
1) O Coveiro do Cemitério Araça (adora enterrar o povão na lama)
2) O mendigo que mora debaixo da ponte (tá cheio de atanto "papelão")
3) Meu cachorro Rex (Late mas não morde)
4) Minha sogra (vai com Deus...não aceito devoluções)
5) O Papagaio Louro de meu vizinho (fala...fala mas nem sabe o que tá falando)
Mas se faltar mais um suplente...Nós aqui temos a solução.
Vamos contratar todosos nossos parentes para "nos dar uma forcinha"...De quebra cadaum devolverá 30% de seus vencimentos brutos em espécia....
Isso sim que é política...
M-A-R-A-V-I-L-H-A
sem opinião
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Wilson Carvalho (23) 16/08/2009 16h53
Wilson Carvalho (23) 16/08/2009 16h53
Vote nulo...ou melhor...nem compareça as urnas....
Perder tempo com estes canalhas????
Nunca mais!
Prefiro uma revolução ARMADA!
2 opiniões
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Egberto Almeida (5) 12/08/2009 11h13
Egberto Almeida (5) 12/08/2009 11h13
VOTE CONSCIENTE! VOTE NULO, OU SERÁ QUE CONSEGUIMOS RENOVAR ALGUMA COISA EM BRASILIA PARA 2010? 1 opinião
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