Jobim diz que CPMF é "insonegável" e defende prorrogação da cobrança
KÁTIA BRASIL
da Agência Folha, em Tabatinga (AM)
O ministro Nelson Jobim (Defesa) quebrou hoje o silêncio em torno da discussão sobre a CPMF afirmando que o imposto é "insonegável" e importante para a Amazônia. Ele vinculou a aprovação da contribuição com os recursos para o Plano Estratégico Nacional de Defesa, que está em estudo, e é a razão de sua visita a destacamentos e pelotões do Exército em áreas de fronteira no Norte do Brasil.
"Se, por exemplo, não for aprovada a CPMF, o que eu não acredito, nós, evidentemente, teremos problemas [com o plano]. A retirada dos recursos da CPMF terá que sair do Orçamento para sua complementação ou de aumento de outro tributo. A aprovação da CPMF também é uma questão amazônica no sentido que a retirada da CPMF, como fonte de recursos orçamentários, leva a problemas que deveremos ter", afirmou o ministro.
"Eu sempre sustentei que a CPMF tem uma característica que e muito importante, ela é um imposto insonegável", disse Nelson Jobim, ao ser indagado sobre a pressão da oposição no Congresso contra a contribuição e sobre a campanha que a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) faz para a não aprovação do imposto.
Jobim visita à Amazônia justamente para obter informações das necessidades militares e de presença do Estado na região para subsidiar o Plano Estratégico Nacional de Defesa.
O plano será apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 7 de Setembro do ano que vem. Com uma comitiva de 50 pessoas, incluindo comandantes das Forças Armadas e ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Jobim já visitou os Pelotões Especiais de Fronteira de Maturucá, Iauareté, Querari, Vila Bittencourt e Ipiranga, no Amazonas. A viagem será concluída na quinta-feira em Porto Velho (RO).
A repórter Kátia Brasil viajou a Tabatinga a convite da FAB
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