Chinaglia minimiza declaração de Lula sobre eventual apoio a Aécio em 2010
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), minimizou nesta segunda-feira a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que poderia apoiar a candidatura do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), na corrida à sucessão presidencial em 2010.
Em entrevista à Folha, Lula não descartou apoiar, se a base aceitar, uma eventual candidatura do governador de Minas à Presidência em 2010 se o tucano entrar no PMDB.
"Ali ele [o presidente Lula] respondeu a uma dada circunstância. Eu parto do pressuposto de que o Aécio Neves continua no PSDB", disse Chinaglia.
De acordo com o petista, é possível uma disposição do presidente Lula em disputar as eleições em 2014 desde que conclua sua segunda gestão com os mesmos índices de popularidade que dispõe atualmente.
"Se ele [Lula] terminar o mandato em 2010 no nível que está hoje tem reais condições de disputar em 2014, como outros [candidatos] também", afirmou Chinaglia.
Em entrevista publicada ontem pela Folha, Lula reconheceu a possibilidade de disputar a Presidência em 2014. "Essa coisa [disputar eleição], se tiver de acontecer, a conjuntura do momento vai indicar. Até porque quero dar um exemplo de ex-presidente: quero deixar a Presidência e não vou virar palpiteiro", disse.
Chinaglia disse que as eleições municipais, que ocorrerão em 2008, servirão como uma "prévia" para o governo analisar a unidade dos partidos que apóiam o Palácio do Planalto. Segundo ele, o esforço é para que a base aliada consiga lançar uma candidatura à sucessão de Lula.
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