Brasil
16/10/2007 - 16h37

Lula nega ler "Playboy" e evita comentar pesquisa e retorno de Rondeau ao governo

da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que não viu as fotos da jornalista Mônica Veloso na revista "Playboy". Mônica é pivô da crise que levou Renan Calheiros (PMDB-AL) a pedir licença da presidência do Senado. O senador foi acusado de pagar aluguel e pensão de Mônica com dinheiro de uma construtora.

Além de negar ter visto as fotos de Mônica Veloso, Lula afirmou que não lê a "Playboy" desde que virou adulto. "Não, não vi, desde que eu virei adulto, eu não vejo a Playboy", disse ele em entrevista durante visita à República do Congo.

Lula também evitou comentar o resultado da pesquisa CNT/Sensus, divulgada ontem, que mostrou que 10,8% dos entrevistados votariam no candidato apoiado ou indicado por ele. Outros 25,4% admitiram que "poderiam votar" no candidato de Lula, contra 27,3% que "não votariam".

A pesquisa mostrou um empate técnico na intenção de voto entre os tucanos José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio Neves com o deputado federal Ciro Gomes (PSB). A presidente do PSOL, Heloísa Helena (AL), por sua vez, está tecnicamente empatada com Alckmin, Aécio e Ciro.

"Eu não analiso [pesquisa]. Você sabe que pesquisa eu não comento porque eu acho que pesquisa é uma fotografia que muda a cada semana, a cada semana, a cada dia, a cada mês, e um presidente da República não pode ficar analisando pesquisa. Eu disse isso antes da campanha, durante a campanha, depois da campanha e depois de eleito", afirmou Lula.

Silas Rondeau

Lula admitiu que a situação do ex-ministro Silas Rondeau (Minas e Energia) depende do Ministério Público Federal --que ainda não apresentou denúncia no caso da Operação Navalha, que desarticulou uma quadrilha especializada em fraudar licitações públicas.

Rondeau --indicado pela bancada do PMDB do Senado-- pediu para sair do cargo depois de seu nome aparecer como suposto beneficiário do esquema.

"Eu estou, obviamente, esperando que haja uma manifestação do Ministério Público, porque aquela história do Silas não ficou bem explicada, mas o Nelson Hubner está lá, está exercendo. O ministério está funcionando e eu não acho que seja correto, a cada votação, as pessoas apresentarem uma pauta de reivindicação", disse Lula.

Questionado se Rondeu era um bom nome para ministro, Lula disse: "Temo que os que acusaram o Silas é que vão ter que prestar uma boa explicação". "Eu temo."

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Comentários dos leitores
Márcio Cardoso (3) 23/05/2008 01h35
Márcio Cardoso (3) 23/05/2008 01h35
SALVADOR / BA
BARSÍLIA CONSEGUE SER PALCO DOS CRIMES PERFEITOS, CONTRARIANDO AS TESES. É UMA VERGONHA. VOTAR É OBRIGATÓRIO, MAS JULGAR PODRES POLÍTICOS TEM QUE SER SECRETO E A MARGEM DA OPINIÃO PÚBLICA. ONDE IREMOS PARAR? O QUE MAIS VAMOS ENGOLIR? O BRASILEIRO É MUITO PACIENTE, OU SERIA INCONSCIENTE? MEUS FILHOS AINDA VÃO SOFRER MUITO. sem opinião
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Luiz Stephano De Módena (1211) 25/02/2008 06h58
Luiz Stephano De Módena (1211) 25/02/2008 06h58
GUARUJA / SP
Enquanto a impunidade reinar neste país, servindo de alicerde para todo tipo de imoralidade e de corrupção, esse tipo de conduta e desrespeito dos maus políticos ao cidadão brasileiro, será sempre uma rotina, que na gíria seria definido como "tipo" é "normal".
A que ponto chegamos....
77 opiniões
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Antonio Fouto Dias (1327) 24/02/2008 17h36
Antonio Fouto Dias (1327) 24/02/2008 17h36
Boa Tarde, Sr. Marco Carneiro, 24/02-11h02 - Quanto a questão que o senhor coloca na conclusão de vosso comentário, ó senhor mesmo coloca a resposta no seu teor. Supostamente, só pode mesmo ser pela GRANA que envolve cada ministério ou cada empresa estatal que tudo fazem para que partidários exerçam suas funções na administração dos mesmos. Um dos partidos que mudou de rumo e para pior, foi o PMDB, que já teve em suas fileiras, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Mário Covas, entre outros e que daquele tempo de MDB, restam muitos poucos, como Pedro Simom, Jarbas Vasconcelos e Mão Santa. Este PMDB, dava a alma em defesa dos interesses nacionais e não queriam nada por isso, entretanto de uns tempos para cá, só sabem e exigir vantagens para votar em projetos de interesse do Governo. Pelo que o senhor escreve, pensamos a mesma coisa nesse aspécto de indoneidade na política. Eu tenho uma opinião, em que encontrei adeptos e opositores, mas, julgo importante, de que, através de contato numa rede ou por e-mails, juntássemos forças para colocar em prática o que pensamos, quanto a políticos corruptos. A imprensa está fazendo sua parte, mas na hora H, não irá querer divulgar nomes e isso cabe a nós fazê-lo, para que possamos evitar a reeleição de muitos desses que se apoderam de recursos públicos.
Muito Grato por vossa opinião.
Bom final de domingo Sr. Marco.
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