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Brasil
17/10/2007 - 14h39

Governo analisará proposta de desoneração para tentar aprovar CPMF no Senado

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente em exercício, José Alencar, convidou nesta quarta-feira os líderes partidários da oposição e da base aliada do Senado para se reunirem na próxima semana com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

A idéia do governo é buscar um acordo para acelerar a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.

"Estamos aqui para dialogar com o Senado. Não viemos aqui para impor nem ameaçar. Somos todos responsáveis", disse Alencar. "O governo não faz ameaças, nunca houve um governo tão respeitador e democrático como esse."

A reunião entre representantes do governo e líderes partidários, além do presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), durou cerca de duas horas e meia.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse que o governo está disposto a analisar duas contrapropostas em busca de um acordo para a votação da CPMF no Senado: uma trata de excluir aqueles que recebem R$ 1.200 mensais e têm apenas uma conta bancária da cobrança do "imposto do cheque" e a outra de diminuir a carga tributária sobre alguns tipos de máquinas.

Segundo Mercadante, as duas idéias serão debatidas paralelamente à discussão da CPMF.

Para o ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), a conversa que o presidente Lula deverá ter com os líderes partidários será bastante positiva. De acordo com ele, não há dificuldade alguma de a oposição participar da reunião. "É um diálogo democrático, mesmo que tenha opinião diferente."

Argumentos

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), disse que não há argumentos que convençam a oposição a votar favoravelmente à PEC. "Não há argumentos que convençam, também não foram apresentados. As nossas convicções são de que o país não vai quebrar se a CPMF acabar."

Segundo ele, o governo reiterou que não vai alterar o texto já aprovado na Câmara dos Deputados. "O governo quer que o texto aprovado na Câmara seja aprovado no Senado."

O líder elogiou a iniciativa dos governistas de promoverem a reunião no Senado com os líderes. Segundo ele, com Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência da Casa era impraticável realizar a conversa que ocorre nesta quarta-feira. "O ar estava irrespirável."

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Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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