STF adia julgamento do habeas corpus de Salvatore Cacciola
da Folha Online
O STF (Supremo Tribunal Federal) aceitou nesta quinta-feira o pedido de Salvatore Cacciola e adiou por uma sessão o julgamento de um habeas corpus apresentado pela defesa do ex-banqueiro. A decisão foi unânime do plenário do Supremo.
Nos habeas corpus, a defesa de Cacciola pede a suspensão do mandado de prisão expedido em 2005 pela 6ª Vara Criminal Federal, do Rio. O ex-banqueiro foi condenado, à revelia, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato e e gestão fraudulenta.
A defesa de Cacciola pede ainda que o ex-banqueiro possa aguardar em liberdade o julgamento do recurso de apelação que ajuizou contra sua condenação.
O relator do habeas corpus, ministro Carlos Alberto Menezes Direito, recebeu ontem o pedido de adiamento do julgamento, pois o advogado que defende Cacciola pretendia fazer sustentação oral em plenário. O ministro resolveu trazer a pedido para análise do plenário, uma vez que não costuma conceder esses pedidos de adiamento.
Caso
Foragido desde 2000, Cacciola foi preso no dia 15 de setembro em Mônaco pela Interpol.
O banco Marka quebrou com a desvalorização cambial de 1999. Mas contrariando o que ocorria no mercado, o Marka e o banco FonteCindam assumiram compromissos em dólar. O banco de Cacciola, por exemplo, investiu na estabilidade do real e tinha 20 vezes seu patrimônio líquido comprometido em contratos de venda no mercado futuro de dólar.
O BC socorreu as duas instituições, vendendo dólares com cotação abaixo do mercado, tentando evitar que quebrassem. A justificativa para a ajuda oficial às duas instituições foi a possibilidade de a quebra provocar uma "crise sistêmica" no mercado financeiro.
Em 2005, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Salvatore Cacciola, à revelia, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato (utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro) e gestão fraudulenta.
O então presidente do BC, Francisco Lopes, recebeu pena de dez anos em regime fechado e a diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi, pegou seis anos. Os dois recorreram e respondem ao processo em liberdade.
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Especial


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Como ele tem dupla cidadania, seria até fácil.
E considerando-se que a maioria dos nossos políticos tem ficha na polícia, tem até ex-terroristas, um crimezinho do "colarinho branco" até que não seria grande coisa...
Tem um certo partido aí, que faz o que quer e que mesmo quando são pegos em alguma sujeira, não acontece nada com eles, porque é só dizerem as palavrinha mágicas:
"Eu não sabia de nada...", que tudo acaba em pizza.
Como ele também é meio italiano e deve adorar pizza, AQUELE partido seria ideal para ele...
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