Brasil
20/10/2007 - 15h23

Ministério Público de Mônaco aceita pedido de extradição de Cacciola

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
MARIA LUIZA RABELLO
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O Ministério Público de Mônaco concedeu parecer favorável à extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola ao Brasil. Segundo o Ministério da Justiça, a promotoria entendeu que a documentação do processo de extradição atende às exigências necessárias, assim como preenche o trâmite legal para que o ex-banqueiro retorne ao país.

O ministro interino da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse por meio de assessores que ainda não foi notificado oficialmente do parecer --uma vez que se trata apenas de uma manifestação do órgão.

"O governo considera que a manifestação do Ministério Público representa mais um avanço [no processo de extradição] e mostra que o pedido está no caminho certo", disse Barreto.

A expectativa do Ministério da Justiça é que o processo de extradição do ex-banqueiro seja julgado até o final deste mês. Após decisão do Tribunal de Apelações de Mônaco, o processo ainda será analisado pelo príncipe Albert 2º --que dará a palavra final sobre o caso.

Caso

Foragido desde 2000, Cacciola foi preso no dia 15 de setembro em Mônaco pela Interpol.

O banco Marka quebrou com a desvalorização cambial de 1999. Mas contrariando o que ocorria no mercado, o Marka e o banco FonteCindam assumiram compromissos em dólar. O banco de Cacciola, por exemplo, investiu na estabilidade do real e tinha 20 vezes seu patrimônio líquido comprometido em contratos de venda no mercado futuro de dólar.

O BC socorreu as duas instituições, vendendo dólares com cotação abaixo do mercado, tentando evitar que quebrassem. A justificativa para a ajuda oficial às duas instituições foi a possibilidade de a quebra provocar uma "crise sistêmica" no mercado financeiro.

Em 2005, a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou Salvatore Cacciola, à revelia, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato (utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro) e gestão fraudulenta.

O então presidente do BC, Francisco Lopes, recebeu pena de dez anos em regime fechado e a diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi, pegou seis anos. Os dois recorreram e respondem ao processo em liberdade.

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (104) 16/09/2008 12h36
Igor Bevilaqua (104) 16/09/2008 12h36
Após a soltura do Daniel Dantas, deram um tempo com o Cacciolla, masss..., é só questão de tempo, a justiça bandida não vai permitir que ele fique preso e desembargadores e ministros já estão desinquietos na soltura com "HABEAS CORPUS"..., nesses supremos bandidos, só eles é que tem vantagens..., masss..., lembre-se..., para não ficar preso você tem que roubar muito, se roubar bagatelas a cadeia é certa. O Cacciolla já está rindo da nossa cara antes da libertação, é só reparar na saída da delegacia após os depoimentos..., "É SÓ SORRISOS", a população brasileira roubada e espoliada, não tem vez..., a vez é dos bandidos sem dúvida e ainda mais agora com essa balela de "PRÉ SAL"..., na terra dos bandidos, no país da justiça bandida, eu mando abraços, com estado bandido e pré sal para todos..., realmente um país de idiotas injustiçados. Qualquer bandido (tendo dinheiro suficiênte), consegue o que quiser nas instâncias superiores, dica passada pelos advogados bandidos e pelo bandido Daniel Dantas. E realmente eles sabiam o que falavam..., é tiro e queda. sem opinião
avalie fechar
Renan Baggio (63) 16/09/2008 10h10
Renan Baggio (63) 16/09/2008 10h10
Conhecendo a nossa "justiça", tenho certeza que acabará em pizza. sem opinião
avalie fechar
Marcos Alves (1) 16/09/2008 09h44
Marcos Alves (1) 16/09/2008 09h44
Como cidadão estou de saco cheio , sem sofismas o STF e STJ antro de marginais !!!! 1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (458)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca