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Brasil
21/10/2007 - 16h52

Auditoria aponta gasto irregular de Azeredo

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THIAGO GUIMARÃES
da Agência Folha, em Belo Horizonte

Auditorias da Secretaria da Fazenda de Minas, feitas de 1997 a 2000 e que examinaram os gastos de publicidade do governo do tucano Eduardo Azeredo (1995-1998), apontaram despesas irregulares de R$ 9,97 milhões --entre os quais prevalecem pagamentos às agências SMPB e DNA, de Marcos Valério. O prejuízo ficou em aberto na contabilidade estatal de 2000 a 2004, quando, já no governo Aécio Neves (PSDB), foi reduzido a R$ 1,5 milhão, por conclusão de inspeção do TCE (Tribunal de Contas do Estado) de Minas, confirmada pela Auditoria Geral do Estado.

A pendência ainda depende de julgamento definitivo do TCE-MG, tribunal que tem entre seus sete conselheiros dois ex-deputados beneficiados (segundo a Polícia Federal) por recursos do valerioduto tucano, um ex-líder do PSDB na Assembléia e a mulher de Clésio Andrade (ex-vice de Aécio e ex-sócio de Valério).

O valerioduto tucano, segundo a PF, foi um esquema operado por Valério, por meio de suas agências, para ocultar origem e destino de ao menos R$ 28,5 milhões em recursos públicos desviados e verbas privadas não-declaradas à Justiça que financiaram, em 1998, a campanha à reeleição de Azeredo, hoje senador, e aliados.

Entre as irregularidades apontadas nas cinco auditorias, acessadas pela Folha e que não são citadas no relatório da PF, estão pagamentos a mais, promoção de autoridade em publicidade estatal, gastos sem empenho (reserva orçamentária) prévio, apresentação de fatura como comprovante de despesa (o correto é nota fiscal) e serviços sem comprovação.

Dos cinco servidores responsabilizados nas auditorias pelas despesas irregulares, estão Álvaro Azeredo, irmão do senador e seu secretário da Casa Civil e Comunicação no governo, e Denise Landim, tesoureira da campanha de Azeredo em 1998 e detentora de cargo de confiança no governo Aécio.

Auditorias

A auditoria 320.154.98, de 1998, analisou a propaganda em 1997 e 1998. Constatou, por exemplo, cerca de 185 referências positivas a membros do governo --a Constituição veta promoção de autoridades na publicidade-- em 20 informes pagos na TV e em jornais.

Exemplo: no suplemento pago "Educar Minas", publicado em abril de 1998, há menção ao então vice-governador e atual ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia (PTB).

Diz o informe: "[...] essa revolução [na educação], que teve seus primeiros movimentos ainda no governo Hélio Garcia [1991-1994], quando o secretário da Educação era o atual vice-governador Walfrido dos Mares Guia, tomou no atual governo um impulso inédito".

A revisão das auditorias pelo TCE dá baixa no R$ 1,7 milhão de despesas apontadas como irregulares por promoverem políticos. Diz que as referências "não buscaram a elevação de seus méritos e virtudes".

Julgamento

O buraco na publicidade do governo Azeredo virou o processo administrativo 690.709 do TCE, ainda sem julgamento.

O presidente e o vice do tribunal --Elmo Braz e Wanderley Ávila-- eram candidatos a deputado estadual em 1998 (por PSDB e PP) e confirmaram à PF ter recebido dinheiro (R$ 21 mil e R$ 6.000, respectivamente) do valerioduto. Ávila é o relator do processo.

A Superintendência de Imprensa do governo Aécio informou que a expectativa é que as despesas irregulares de publicidade de Azeredo sejam julgadas normais, pois justificativas do Estado para os gastos já estão em análise pelo TCE.

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Comentários dos leitores
Edson Souza (4) 21/12/2009 21h56
Edson Souza (4) 21/12/2009 21h56
Quem aposta a cabeça como este suposto aberto, escancarado braço direito do banqueiro se entregou por que foi negociado com os cumpanheiros do PT ? precisamos começar a levar ou pelo menos cobrar que elevem este país a sério, com estes asnos nos corredores destas ou daquelas casas ou cortes, onde os bôbos(povo) é o que menos importa, dando ordens e rindo da gente com o velho e conhecido chavão: ordens nossas não se discute, embora nós mesmos sabendo que não são sérias, se cumpre..... sem opinião
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Santos Júnior (352) 06/12/2009 16h34
Santos Júnior (352) 06/12/2009 16h34
Boa Bolinha!Bem que eu desconfiei que esta defesa do ministro Toffoli ao Azeredo era armação petista.Quem quiser que duvide que o Toffoli foi colocado no STF pelos interesses do PT.Muito lamentável. sem opinião
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Bolinha da Lulu (769) 06/12/2009 14h08
Bolinha da Lulu (769) 06/12/2009 14h08
Manchete;
"Para isentar Azeredo, Toffoli usa defesa dos petistas no mensalão"
Exatamente o que pensei. Ele inocenta o Azeredo para poder isentar os mensaleiros. Nada como algo pré organizado e predeterminado pelo Lulla. LAMENTÁVEL. É ISSO QUE É UM JUIZ DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.O famoso "adivogadu di porta di cadeia"
Ainda bem que ele não agiu no caso do Battisti, senão ele teria ficado aqui sem a interferência do Lulla.
Ele defenderá todas as idéias do PT. Senado vocês fizeram a maior bobagem da sua história destruíram o sistema judiciário do Supremo.
sem opinião
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