Brasil
22/10/2007 - 11h56

PSDB deve liberar bancada no Senado para votação da CPMF

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O PSDB caminha para liberar a bancada na votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.

Apesar de líderes tucanos serem oficialmente contrários à prorrogação do "imposto do cheque", o partido vai negociar com o governo esta semana a possibilidade de deixar a bancada do Senado livre na votação da matéria --após a pressão velada de governadores tucanos favoráveis ao aumento de repasse de recursos da Saúde para os Estados.

O PSDB se reúne na quinta-feira com o ministro Guido Mantega (Fazenda) para negociar a votação da CPMF. O partido promete cobrar, como contrapartida, a redução gradual da alíquota do "imposto do cheque" e a diminuição da carga tributária nacional --entre outras reivindicações. O fechamento de questão contra a CPMF ou a liberação da bancada do PSDB no Senado estão condicionados à oferta do governo durante as negociações.

A Folha Online apurou que os tucanos consideram um "desgaste" fechar questão a favor da prorrogação do "imposto do cheque", abandonando a postura de oposição da legenda. Dessa forma, a liberação da bancada seria o mecanismo viável para apoiar a prorrogação da CPMF, já que os senadores estariam livres para votar contra ou a favor da proposta.

Oficialmente, os tucanos não adiantam a postura que vão adotar na votação. "O tempo conspira contra o acordo [com o governo]. Fechar questão contra a CPMF é fácil, mas não há mais possibilidade de fechar questão a favor. Como unanimidade, não teremos uma posição", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).

O senador disse que o partido não pretende estabelecer punições àqueles que votarem contra a orientação da bancada, ao contrário do que o DEM ameaça fazer. A bancada do DEM no Senado já fechou questão contra a prorrogação da CPMF, sem disposição para negociar com o governo.

"Temos personalidades diferentes. Somos irmãos, mas não somos siameses. Não vamos deixar de ser quem somos em função de nada. Se o governo quer conversar, vamos até lá, faz parte da nossa gênese ouvir", afirmou.

Virgílio disse, no entanto, que vai se reunir com Mantega com o espírito "meio aberto" ao diálogo --já que avalia que o Palácio do Planalto demorou demais a discutir concessões à prorrogação da CPMF.

Fiel da balança

O governo teme perder o apoio de parte do PSDB na votação, uma vez que o partido é considerado o fiel da balança para que a matéria seja aprovada no Senado. Governistas calculam, nos bastidores, que já têm entre 43 e 46 votos dentro da base aliada a favor da prorrogação da PEC da CPMF. Como são necessários 49 votos para que a proposta seja aprovada, o governo vai apostar todas as fichas no diálogo com os tucanos.

A bancada do PSDB no Senado reúne 13 senadores, dos quais uma parte sinalizou estar disposta a votar com o governo se as concessões impostas pela legenda forem atendidas.

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Comentários dos leitores
Wilson Bolognesi (1) 13/05/2009 22h57
Wilson Bolognesi (1) 13/05/2009 22h57
O nobre deputado esta errado no que diz sobre a opinião publica. Mas a folha tambem em aceitar a briga e ser acida, com foto e titulo da reportagem distorcida. Parece uma perseguição ao nobre deputado. Ele tem razão nisso. A imprensa não deve ser colérica ou emocional. Principalmente a Folha! sem opinião
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Afonso Ueno (79) 26/12/2008 18h28
Afonso Ueno (79) 26/12/2008 18h28
O Brasil precisa de mais escolas de educação infantil.E as prefeituras são responsáveis pela oferta deste nível de ensino.É uma vergonha a falta de vagas nas creches e pré-escolas.Enquanto isso,o Governo LULA investe no PROUNI-Programa Universidade para Todos. 4 opiniões
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M Mig (1301) 27/11/2008 13h10
M Mig (1301) 27/11/2008 13h10
Sr S Levy
Saiba que o respeito bastante e gostaria de pedir desculpas pela minha truculência. Porem discordo totalmente do senhor sobre a diferença entre qualidade de vida na época de FHC e nos dias atuais.
Sds
M Mig
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