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Brasil
23/10/2007 - 22h06

Prefeito de Florianópolis é indiciado pela Polícia Federal

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Colaboração para a Agência Folha, em Florianópolis

A Polícia Federal em Santa Catarina indiciou o prefeito de Florianópolis, Dario Berger (PMDB), em conseqüência da Operação Moeda Verde, deflagrada em maio.

A informação foi publicada hoje no jornal "Diário Catarinense" e à tarde foi confirmada pelo próprio prefeito, que negou envolvimento no suposto esquema investigado pela polícia de favorecimento de empreendimentos imobiliários da capital catarinense.

Na documentação encaminhada pela PF à Justiça Federal, o prefeito é apontado como suspeito de crime contra a administração pública e o meio ambiente, formação de quadrilha, corrupção passiva, advocacia administrativa e falsidade ideológica.

A principal razão para o indiciamento se ampara em conversas interceptadas pela PF, nas quais Berger, de acordo com a interpretação da PF, parece acertar a criação de uma lei para que haja quitação das dívidas de empresários do setor de hotelaria com a prefeitura.

As gravações, ainda de acordo com a PF, sugerem que o empresário Fernando Marcondes de Mattos, dono do resort Costão do Santinho, participou da concepção da proposta --que o beneficiava, por permitir que ele abatesse 50% dos débitos que tinha com o município.

Em uma das conversas, o prefeito diz que "tem muita vontade de atender o doutor Marcondes" com o projeto.

A lei 207/2007 foi proposta pelo Executivo em novembro de 2006, aprovada em dezembro pela Câmara Municipal e sendo sancionada neste ano. O inquérito produzido pela delegada Júlia Vergara diz que o chefe do Executivo de Florianópolis recebeu de Fernando Marcondes de Mattos "vantagem indevida em razão de seu cargo de prefeito", comprometendo-se em ajudar o empresário.

Dario Berger disse hoje que ficou sabendo do indiciamento pela imprensa e que não teme ser cassado. "Segundo meus advogados, tecnicamente, este relatório chega a ser imprestável", disse. "Quero que me aponte uma prova real. Tem que provar que obtive vantagens."

Depois de passar pela Justiça Federal, o inquérito da PF será encaminhado ao Ministério Público Federal.

As investigações que culminaram com a Operação Moeda Verde foram iniciadas em maio de 2006. Em 3 de maio deste ano, foram cumpridos 22 mandados de prisão temporária, com base em ligações telefônicas interceptadas.

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