Brasil
25/10/2007 - 13h15

Procurador diz à CPI que vê falhas na fiscalização de repasses para ONGs

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O procurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Lucas Furtado, disse hoje à CPI das ONGs (organizações não-governamentais) do Senado que o governo federal não fiscalizou o repasse de R$ 12,5 bilhões a entidades vinculadas ao Executivo no ano passado. Do total, segundo o procurador, 39% foram recursos repassados em convênios firmados pelo Ministério da Educação com ONGs.

Segundo o procurador, há um "descontrole" nos repasses federais a entidades sem fins lucrativos. "Só não desvia dinheiro quem não quer", criticou o procurador.

Furtado disse que, até o final do ano passado, o governo federal deixou de receber a prestação de contas de pelo menos R$ 1,8 bilhão repassados a ONGs. Além disso, o procurador revelou que outros convênios que chegaram a R$ 10,7 bilhões também não foram fiscalizados.

O procurador acredita que, sem fiscalização, grande parte dos recursos tenha sido desviado --já que levantamento realizado pelo TCU no ano passado em 30 convênios do governo identificou irregularidades em pelo menos 15.

"Nesses convênios ou a ONG não tinha condições técnicas para a realização de atividades ou seus estatutos previam área de atuação diversa ao objeto do convênio", disse.

Segundo Furtado, a falta de critérios legais para a escolha de ONGs atendidas pelo governo ajuda a ocorrerem irregularidades nesse setor.

Investigações

Reportagem publicada pela Folha afirma que técnicos da CPI vão investigar toda organização que tiver sido alvo da polícia e do Ministério Público federais, independentemente do valor do convênio firmado com o governo.

Segundo o plano de trabalhos, uma das tarefas da CPI será pedir à PF e ao Ministério Público "informações sobre investigações já conduzidas ou que estejam sendo conduzidas e nas quais estejam envolvidas a destinação e a aplicação de recursos públicos repassados pelo governo federal para entidades privadas caracterizadas como ONGs".

Além disso, a CPI poderá se valer de apurações já abertas pela CGU (Controladoria Geral da União), ligada à Presidência da República, e pelo TCU para avançar nas investigações. A CPI vai excluir entidades que tenham recebido menos de R$ 200 mil para limitar a área de investigações, mas isso não exclui as entidades que já são alvo da Polícia Federal e do Ministério Público.

Como o número de entidades beneficiadas com recursos abaixo de R$ 200 mil chegam a mais de 7.000, a CPI decidiu estabelecer um marco para os trabalhos, já que estima que cerca de 250 se encaixam nesse perfil.

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Comentários dos leitores
José Candido (6) 09/06/2009 20h08
José Candido (6) 09/06/2009 20h08
O brasileiro é pirata por origem (PO) e isso nunca vai mudar. E o ditado que diz "Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão" esta sendo levado à risca. Tem ONG de todo tipo, e para todos os fins. E o pior é que tem PT infiltrado em todos os setores públicos do país. Será que eles pensam que essa proposta burra de todo mundo viver às custas dos impostos vai durar muito tempo? Sem ninguém produzir nada? Cuba já era. URSS desmoronou. A China vive de trabalho escravo. Albania ninguém nem escuta falar mais. Acorda gente. O Feijão e o Sonho é só conto da carochinha. E a galinha dos ovos de ouro? O velho fez coxinha dela. O PT quer fazer o mesmo com o nosso país. sem opinião
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Percevera Esperança (13) 09/06/2009 06h55
Percevera Esperança (13) 09/06/2009 06h55
O descredito e inoperancia do Congresso Nacional junto a opiniao publica tem nome: chama-se PSBB. 7 opiniões
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Percevera Esperança (13) 09/06/2009 06h38
Percevera Esperança (13) 09/06/2009 06h38
O PSDB ameaça trancar votações do Senado em protesto à manobra para tirar Virgílio de CPI, assim paralizando o Brasil, essa tem sido nos ultimos sete anos a extrategia deles, travar as votacoes no congresso nacional, assim pensam que voltarao ao poder promovendo a desordem, o retrocesso e aires de caos no Brasil, acreditam que serao favorecidos ao alcancar sua meta, almejam favorecimento ao protagonizado sua tese de que no Brasil: " o quanto pior, melhor " ! 9 opiniões
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