Brasil
26/10/2007 - 14h59

Confederação de servidores diz que decisão do STF foi um equívoco

Publicidade

da Folha Online

A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de reconhecer o direito de greve do funcionalismo com restrições foi considerada um equívoco pela direção da Condisef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), entidade que representa cerca de 770 mil servidores públicos federais em todo o país.

"Foi no mínimo um equívoco a decisão do Supremo", afirmou o servidor Sérgio Ronaldo da Silva, diretor da Condisef, ao ressaltar que a regulamentação deveria ter partido do Congresso e não do STF.

Por maioria, o Supremo decidiu ontem que as paralisações do setor público serão julgadas pela lei que é aplicada ao setor privado até que o Congresso regulamente o direito de greve dos servidores, previsto na Constituição de 1988.

Na avaliação do diretor, o STF só aplicou os deveres previstos na lei de greve para o setor privado, e não estabeleceu direitos dos servidores, como o de negociar com governo, por exemplo.

"Se tivéssemos o direito de fazer uma negociação coletiva e o governo cumprisse a data-base de reajuste salarial, 90% das greves dos funcionários públicos seriam evitadas. A greve só acontece quando não há acordo", afirmou Silva.

O dirigente lembrou que na iniciativa privada os trabalhadores têm autonomia para negociar com os patrões e, quando há divergências, a Justiça do Trabalho se posiciona. Segundo Silva, esse direito não ficou garantido aos servidores na decisão do STF.

"O Supremo impôs uma decisão pela inércia do Congresso de não regulamentar o direito à greve para os servidores", afirmou Silva.

Centrais

A CUT e a Força Sindical --as duas maiores centrais sindicais do país-- também criticaram a decisão do STF.

O presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), afirmou que a decisão do Supremo "é desfavorável aos trabalhadores do setor público". "Entendemos que o movimento sindical não pode ser engessado com legislações limitadoras. A Força Sindical irá defender no Congresso Nacional melhorias na proposta aprovada pelos ministros do STF", afirmou ele em nota.

Para o secretário-geral da CUT, Quintino Severo, a decisão do STF é "uma inversão de prioridades". "A CUT cobra que essa decisão não seja aplicada até que o processo de elaboração de um sistema de negociação permanente esteja concluído. Será bom para a democracia, para o serviço público e para os contribuintes que dele se utilizam", diz em nota.

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

Comentários dos leitores
Claudio Roberto Lamonica (2) 19/10/2009 19h35
Claudio Roberto Lamonica (2) 19/10/2009 19h35
UHHHA! QUERO SER FUNCIONÁRIO PUBLICO FEDERAL. sem opinião
avalie fechar
Luís da Velosa (1228) 13/03/2009 17h33
Luís da Velosa (1228) 13/03/2009 17h33
Isso tudo é perda de tempo, uma manobra de retirada de foco dos grandes problemas. A burocracia é um estorvo, que tudo emperra. Devem é promover cursos de atualização, remunerar condignamente, via mérito, respeitar os seus direitos e estendê-los, pois, tem muito dinheiro, muito gost ganhando, desperdiçando energia, violentando o erário e jogando fora os alimentos, e, construir um sentimento de gratidão para com aqueles que deram a sua vida pelo crescimento da nação, os aposentados e pensonistas. Aliás de parabéns o presidente da Câmara dos Deputados, professor Michel Temer e a todos queles que lutaram em favor dos que já cumpriram a sua missão laboral, mormente o senador Paulo Paim, Mário Couto - o grande defensor do Estado do Pará - e tantos outros que estiveram presentes à reunião de ontem, dia 12.03.2009. sem opinião
avalie fechar
Tonia MSantos (457) 13/03/2009 12h48
Tonia MSantos (457) 13/03/2009 12h48
Lei de greve do funcionalismo.
Meu a renda per capita de Brasilia é uma aberração em relação ao resto do Brasil, Nem São Caetano do Sul tem renda percapta tão alta. Querem fazer greve pra quê.
Para mim isso é manobra do PT. É a oportunidade que o PT tem de travar a máquina publica quando não for governo e assim atraplhar toda e qualquer governo que seja contra as decisões petista.
Na verdade o PT como a força sindical estão se aprimorando em ações (desconheço o nome correto) virulentas para dar a impressão que a situação esta caotica, como faziam com o "fora FHC". Ou o ataque ao congresso pelo MLST, ou essa manifestação do MST após as declarações do Gilmar Mendes. Para mim isso é terrorismo. Quando vamos ter um governo que tenha realmente coragem de acabar com essa baderna e colocar esses aproveitadores da paciência popular e jogá-los em prisões e esquecer a chave? QUANDO?
8 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (87)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca