Lula diz que não é o presidente que precisa da CPMF, mas o povo brasileiro
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje a prorrogação da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF até 2011 está no Senado, onde enfrenta a resistência da oposição para ser aprovada.
"Quem precisa da CPMF não é o presidente da República e sim, o povo brasileiro", disse Lula após visitar o Cenpes (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras), no Rio.
Apesar das críticas do DEM à proposta e das imposições do PSDB para apoiar a prorrogação da CPMF, Lula afirmou disse que está tranqüilo em relação à votação no Senado.
"Não acredito piamente que nenhum senador de qualquer partido pense em votar contra a CPMF para prejudicar o governo, porque não será o governo o prejudicado, e sim, o país. Até porque boa parte dessa verba vai para a educação", disse o presidente.
Lula afirmou que estão fazendo "muito barulho" em torno da discussão sobre a aprovação da continuidade da cobrança do chamado imposto do cheque. "Todo brasileiro de bom senso sabe perfeitamente bem que não há país ou empresa no mundo que possa prescindir de um imposto que lhe garanta R$ 40 bilhões no orçamento sem criar outro imposto."
O presidente acrescentou que vai "compensar" a CPMF com uma reforma tributária,que será enviada ao Congresso logo após o Senado decidir sobre a continuidade da cobrança do imposto.
Segundo Lula, a reforma permitirá que possam ser feitos ajustes que melhor interessem ao Brasil.
Lula voltou a dizer que o Brasil vive um excelente momento na economia, e que este será o século do país. Ele lembrou que a crise norte-americana não afetou o Brasil.
"Ela tentou chegar e bateu nos recifes que temos espalhados pelo litoral brasileiro e foi embora para outro lugar. E nós vamos continuar dessa forma tranqüila sabendo que o Senado vai repetir o mesmo que a Câmara fez: aprovar a CPMF. Até porque eles sabem que se não aprovar, quem vai perder é o povo brasileiro e o povo que se beneficia das políticas públicas que estão previstas nos investimentos do governo", afirmou.
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