Brasil
26/10/2007 - 18h30

Mello chama 3º mandato de "blasfêmia" e diz que mudança só com "revolução"

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REGIANE SOARES
da Folha Online

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marco Aurélio Mello, criticou hoje a intenção de aliados do governo de propor um plebiscito para saber a opinião da população sobre a possibilidade de haver o terceiro mandato. Mello disse que isso seria uma "blasfêmia".

"O povo [que pensa nessa possibilidade] pode rasgar a Constituição Federal, mas para fazer isso é indispensável uma revolução. Eu creio que no estágio da nossa democracia, não é dado pensar em revolução. Eu penso que um plebiscito nesse sentido é como uma blasfêmia contra a Constituição Federal", disse ele hoje em São Paulo.

Reportagem publicada hoje pelo jornal "Correio Braziliense" informa que aliados do Planalto já cogitam a possibilidade de defender um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente já negou por diversas vezes essa possibilidade. Em entrevista à Folha Lula disse que poderia ser candidato em 2014, mas não em 2010.

Mello disse que a Constituição não prevê terceiro mandato. "O povo deve se submeter à Constituição. E a Constituição não fala em terceiro mandato."

Para o presidente do TSE, o terceiro mandato não seria bom para ninguém. "Nessa altura, é algo inimaginável. O terceiro mandato não atenderia ao Estado, não seria bom para o Brasil nem para Lula."

Mello participou hoje da cerimônia de inauguração do hotel-escola do Sinthoresp (Sindicato dos Trabalhadores em Hotelaria e Gastronomia de São Paulo e Região), onde deu uma palestra sobre direito trabalhista.

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Comentários dos leitores
João Carlos Gagliardi (1585) 05/07/2009 18h47
João Carlos Gagliardi (1585) 05/07/2009 18h47
Ciro Gomes, continua achando que São Paulo é a casa da mãe Joana...
Aparece a hora que quer, e acha que todos estão à disposição dele.
Não é difícil achar discursos inflamados dele, que mostram seu desprezo e aversão pelos paulistas.
Mal sabe ele, que este sentimento é mútuo.
Venha mesmo Ciro, você será recebido á altura do que merece, principalmente quando sabemos quem está por trás disso...
sem opinião
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Francisco Oliveira (26) 05/07/2009 16h02
Francisco Oliveira (26) 05/07/2009 16h02
Pobre país que tem politicos como Sarney, Renan, cavalcantis, dono de castelo. Pobre país onde as pessoas são eleitas para resolverem seus problemas não os do país. Pobre país a qual seu povo não tem instrução nem para lembrar quem foi JK, ou como foi o (des) governo de Sarney. Pobre país onde os valorews são : Eu me arranjando, o resto que se dane". Pobfre país sem escolas, hospitais, saneamento básico, mas com bolsa familia que dá pra dormir na rede a tarde e anoite no calor tomar pinga e cerveja, dançar forró, prá que melhorar? No lugar de ensinar a pescar só ensinam a votar nos mesmos, anos que vem os mesmos estarão aí, os mesmos fantasmas a nos atormentar. Enquanto isto a gente desliga a TV quando o Ciro aparecer agora se dizendo paulista, quando sempre negou, e negou sua mãe paulista, para fazer politica no Ceará de papai. Me dá o passaporte que eu vou embora! 8 opiniões
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Volta meia retornam "os zumbis". Talvez nem tenham se afastado, apenas mudaram a alcunha. Li num comentario de um deles que o governador de SP nao tem palavra e acho que é o roto falando do esfarrapado, senao vejamos. Lula disse diversas vezes que Adhemar e Maluf perto de Sarney eram trombadinhas, mas obrigou as ultimas reservas morais do partido abdicarem de suas convicçoes eticas e politicas para defenderem publicamente o presidente do senado. Falou em rede nacional que nao acreditava na historia do mensalao(alias nem sabia de nada), que Dirceu e sua gangue eram inocentes e que os defenderia ate o fim. Abandonou-os para arderem na fogueira da CPI, embora tivesse tudo a ver. Em campanha afirmou que mudaria o projeto economico do governo FHC, reestatizaria a Vale e outras estatais privatizadas, mas quando la chegou tratou de dar continuidade as politicas macroeconomicas do antecessor e tem vivido delas ate o momento. Jurou defender a Constituiçao brasileira quanto tomou posse, mas quando a Bolivia do amigo Evo invadiu territorio brasileiro(Petrobras) e expropiou seus ativos, afirmou novamente em rede nacional de radio e tv que "o povo boliviano era pobre e precisa ser ressarcido" sem levar em consideraçao que a estatal pertence ao povo brasileiro e que o "amigo boliviano" violou seu solo quando invadiu a empresa. É ou nao o roto falando do esfarrapado? 29 opiniões
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