Brasil
26/10/2007 - 19h47

PPS vai tentar recuperar mandatos de 10 deputados estaduais e 320 vereadores infiéis

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O PPS decidiu ingressar na Justiça com recurso para reconquistar os mandatos de filiados da legenda que deixaram o partido depois do dia 27 de março --quando o STF (Supremo Tribunal Federal) fixou o início da vigência da fidelidade partidária para cargos proporcionais (deputados estaduais, federais e vereadores).

O partido quer reconquistar mandatos de 10 deputados estaduais e cerca de 320 vereadores que deixaram a legenda depois do dia 27 de março deste ano.

Apesar do recurso, na prática o PPS não terá de volta nenhum mandato de deputado federal --já que o primeiro suplente da coligação é do PMDB.

"O compromisso é reaver todos os mandatos. Agora, é o ponto de partida para a fidelidade partidária ser efetivada. A nossa decepção é maior porque nem a vaga de um deputado que deixou o partido a gente vai reaver, porque o primeiro suplente não é nosso", disse o presidente do PPS, Roberto Freire (PE).

A decisão do TSE de estender a fidelidade partidária para cargos majoritários, tomada na noite desta quinta-feira, não vai trazer benefícios ao PPS. Como o partido não tem senadores nem prefeitos ou governadores que tenham mudado de legenda após 6 de outubro, não tem o que mandatos de cargos majoritários para recuperar.

O marco de 16 de outubro foi fixado pelo TSE porque o tribunal decidiu neste dia que os mandatos pertencem aos partidos --e não aos candidatos--, inclusive para os eleitos à presidência da República, Senado, prefeituras e governos estaduais.

Na opinião de Freire, a decisão do TSE conseguiu realizar parte da reforma política que o Congresso deixou de colocar em discussão.

"Não haverá mais a mudança despudorada que desmoralizava a atividade política. Será muito benéfico para todos nós. Nós perdíamos mais porque fazemos oposição ao governo federal. O TSE deu sinais que ia fazer por um rito sumário, e assim determinou", disse o presidente do PPS.

O líder do partido na Câmara, deputado Fernando Coruja (SC), disse que a fidelidade partidária vai evitar a "cooptação de parlamentares" pelo governo federal, como ocorreu após as eleições do ano passado. "A Justiça está interpretando o que está na Constituição. Sempre o Judiciário vai interpretar as leis", afirmou.

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Comentários dos leitores
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (70) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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