Publicidade

Publicidade
Brasil
26/10/2007 - 20h04

Marco Aurélio nega que decisão do TSE tenha anistiado senadores que deixaram o DEM

Publicidade

REGIANE SOARES
da Folha Online

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Marco Aurélio Mello, contestou nesta quinta-feira o entendimento de que a decisão da Corte --que fixou o marco temporal para aplicar a fidelidade partidária-- tenha anistiado senadores que deixaram o DEM antes de 16 de outubro. Ontem, o TSE determinou que podem perder o mandato os prefeitos, governadores e senadores que trocaram de partido após 16 de outubro.

"Não concordo com a idéia de que o TSE teria anistiado senadores", afirmou Marco Aurélio.

Os senadores Edson Lobão (PMDB-MA), Romeu Tuma (PTB-SP) e César Borges (PR-BA) deixaram o DEM no início de outubro --antes de 16 de outubro.

Apesar de nenhum dos três senadores ter saído do DEM depois do dia 16 de outubro, o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse que o estatuto da legenda prevê a perda do mandato dos filiados que deixam o partido depois de eleitos.

Questionado se o estatuto do DEM pode prevalecer sobre a decisão do TSE, Marco Aurélio preferiu não se antecipar à uma decisão que será do plenário da Corte. "Não sei qual [estatuto ou decisão do TSE] vai prevalecer. Não posso falar em nome do colegiado. Mas o direito está acima do bom senso", comentou o ministro, ao lembrar que a Constituição recomenda o julgamento com base no estatuto dos partidos.

Apesar disso, Marco Aurélio ressaltou que não se pode "cogitar surpresa" de senadores que sabiam do risco que estavam correndo quando trocaram de partido.

"Será que nós podemos cogitar surpresa quanto aos senadores que, sabendo da existência da regra, deixaram o partido?", questionou o ministro, ao ressaltar que o TSE "apresentará a resposta".

Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br

Comentários dos leitores
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
avalie fechar
Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
avalie fechar
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (436)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca