Procuradores do Rio Grande do Sul entram em greve
da Agência Folha, em Porto Alegre
Os procuradores do Rio Grande do Sul entraram hoje em greve por tempo indeterminado. Esta é a primeira paralisação que a governadora Yeda Crusius (PSDB) enfrenta em sua gestão.
Eles cobram do governo o fato de não terem sido incluídos no projeto em tramitação na Assembléia Legislativa que cria a lei dos subsídios, como ocorreu com Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública.
A lei é uma determinação federal e busca acabar com a série de gratificações e vantagens obtidas ao longo das carreiras jurídicas, substituindo-as por faixas fixas de remuneração. Esta substituição, porém, irá gerar aumento de salários ao nivelar os benefícios e estabelecer teto remuneratório de 90,25% dos vencimentos dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
O presidente da Apergs (Associação dos Procuradores do Estado do Rio Grande do Sul), Miguel Arcanjo, disse que houve discriminação, porque o governo excluiu a categoria.
Em razão disto, os 279 procuradores paralisaram suas atividades. A média salarial dos procuradores do Estado é de R$ 16 mil. Os salários mais altos chegam a R$ 22,1 mil.
O chefe da Casa Civil, Luiz Fernando Záchia, disse que o momento é "inadequado" para greve de servidores estaduais. Segundo ele, o governo irá negociar o assunto com os procuradores só a partir de 2009.
"O momento é inadequado e os procuradores deveriam ter sensibilidade, pois conhecem a situação financeira do Estado", disse Záchia.
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