Péres diz que depoimentos do caso Renan "não acrescentaram muito"
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Depois de ouvir na manhã desta quarta-feira depoimentos de duas testemunhas do terceiro processo contra Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Jefferson Péres (PDT-AM) disse que ainda não tem conclusões sobre o suposto uso de "laranjas" pelo peemedebista para comprar um grupo de comunicação em Alagoas. Péres disse que os dois depoimentos "não acrescentaram muito" nas investigações do processo, previstas para encerrar dia 14.
Uma das testemunhas foi arrolada pelo usineiro João Lyra, que acusa Renan de ter firmado com ele sociedade oculta para a compra das empresas de comunicação. O economista José Hamilton Barbosa foi ouvido por Peres porque teria sido o contador da empresa oculta firmada entre Lyra e Renan.
Segundo Péres, o economista apenas confirmou a informação de que "todo mundo no jornal e nas rádios" supostamente compradas por Lyra e Renan sabia que o presidente licenciado do Senado era um dos sócios da operação de compra. "Mas ele não deu informações novas ou indicou pessoas que pudessem confirmar essa versão", afirmou.
Outra testemunha ouvida por Péres --arrolada pelo próprio Renan-- foi o juiz da 16ª Vara Criminal de Maceió, Marcelo Tadeu Lemos de Oliveira. O juiz teria julgado acusações de assassinato e corrupção contra Lyra, o que na opinião de Renan desqualifica as denúncias do usineiro.
Péres afirmou, no entanto, que o juiz se limitou a detalhar os processos contra Lyra --sem apresentar informações concretas sobre as denúncias que envolvem Renan. Apesar de considerar os depoimentos pouco produtivos, o relator disse que não ficou "frustrado" porque não tem expectativas em relação ao processo.
"Estou procurando o máximo possível ser isento. Não se pode exigir apenas provas cabais. O conjunto de circunstâncias e de indícios pode ser suficiente, por isso não sei hoje qual será a conclusão do meu relatório", afirmou.
Péres disse que já solicitou uma certidão de débitos do empresário que teria comprado uma das rádios para verificar se foi funcionário do gabinete de Renan. "Se for, vou querer ouvi-lo", disse. O relator não pretende colher novos depoimentos do caso porque "ninguém quer mais falar", principalmente a testemunha-chave do caso, o usineiro João Lyra.
Os advogados do usineiro pretendem entregar na próxima terça um memorial contestando a defesa de Renan, que vai substituir o depoimento de Lyra.
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Mas se faltar mais um suplente...Nós aqui temos a solução.
Vamos contratar todosos nossos parentes para "nos dar uma forcinha"...De quebra cadaum devolverá 30% de seus vencimentos brutos em espécia....
Isso sim que é política...
M-A-R-A-V-I-L-H-A
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Perder tempo com estes canalhas????
Nunca mais!
Prefiro uma revolução ARMADA!
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