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Brasil
31/10/2007 - 16h49

Por CPMF, governo propõe manter verbas extras para saúde a partir de 2012

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Em busca de acordo com a oposição, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) afirmou nesta quarta-feira que o governo vai acrescentar no texto da proposta da emenda 29 --que destina recursos para a saúde-- o item que trata sobre a manutenção de verbas extras para o setor a partir de 2012. Mas essa garantia só será possível se houver a prorrogação da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) ou a criação de uma fonte de recursos que venha a suprir esses gastos.

"Deverá ser discutido uma CPMF definitiva ou a criação de uma outra fonte permanente de recursos para assegurar as verbas extras", afirmou Temporão, que passou a manhã reunido com líderes partidários e à tarde conversa com o presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), e o presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati (CE).

Temporão confirmou o repasse de R$ 23 bilhões, que serão distribuídos ao longo dos próximos quatro anos --de 2008 a 2011. Segundo o ministro, os valores, que serão repassados a cada ano, ainda estão sendo fechados entre a equipe econômica e o relator da proposta.

Mas o ministro afirmou que o restante dos recursos, estimados em R$ 16 bilhões, serão liberados no período de 2012 e 2013. E condicionou este último repasse à fonte permanente de recursos a ser aprovada pelo Congresso.

As negociações pelo aumento de recursos para a saúde integram a articulação do governo com o PSDB para a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF até 2011.

Porém, integrantes da Frente Parlamentar da Saúde criticam a proposta negociada pelo governo. O deputado Rafael Guerra (PSDB-MG) disse que para garantir os recursos exigidos pela frente o governo está associando "muitos condicionantes". "É inaceitável vincular a aprovação da CPMF com os recursos extras para a saúde", afirmou ele.

Os deputados da frente afirmaram que aceitam a decisão do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), de pôr o assunto em pauta nesta quarta-feira. Mas insistem na proposta de repasse de 10% das receitas brutas da União à saúde.

"Não vamos aceitar adiar, mais uma vez, a votação. Vamos para o voto. A população precisa saber quem quer garantir mais dinheiro para saúde e quem quer menos", disse Guerra.

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Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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