Apoio do PSDB à prorrogação da CPMF vai "custar" cerca de R$ 8 bi
ANA PAULA RIBEIRO
GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
A proposta de acordo do governo federal para o PSDB em troca de apoio à votação da PEC (proposta de emenda constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) vai "custar" cerca de R$ 8 bilhões aos cofres públicos. A proposta está em tramitação no Senado, onde precisa do apoio do PSDB para ser aprovada --já que o governo não tem maioria na Casa.
Esse montante inclui a ampliação em cerca de R$ 4 bilhões nos repasses para a saúde em 2008, além do custo da desoneração fiscal para pessoas físicas e jurídicas, também estimado em R$ 4 bilhões. O blog do Josias já havia estimado nesse valor o custo do acordo.
A proposta do governo, apresentada hoje pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) para senadores tucanos, será avaliada pela Executiva do PSDB na terça-feira. Ao final do encontro, os tucanos sinalizaram disposição de fechar um acordo.
"Acho que o governo vai ceder de maneira relevante a uma arrecadação que tem, mas não precisa", disse o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).
Proposta
A proposta de desoneração propõe uma isenção da CPMF para quem ganha até R$ 1.640 mensais e um abatimento na declaração do Imposto de Renda para quem acima disso.
Já as empresas seriam contempladas com a desoneração da folha de pagamento por meio da redução da contribuição ao "sistema S" --Sesi, Senai, Sesc, Senac. Essa arrecadação rende a essas entidades cerca de R$ 13 bilhões por ano.
As pessoas jurídicas teriam também uma antecipação do crédito do PIS-Cofins incidente sobre exportações e a redução pela metade do prazo de depreciação dos bens de capital --abatimento que as empresas fazem no IR sobre investimentos feitos.
Para a saúde, o governo propõe a liberação de R$ 23 bilhões adicionais para a saúde nos próximos quatro anos --de 2008 a 2011. Seriam R$ 3,6 bilhões em 2008, R$ 4,4 bilhões em 2009, R$ 6 bilhões em 2010 e R$ 9 bilhões em 2011. Para 2012 e 2013, o governo propõe mais R$ 16 bilhões para a saúde.
O Planalto também se propôs a negociar o pagamento dos precatórios (pendências judiciais), a limitação do endividamento da União na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e a redução dos gastos correntes.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br
Leia mais
- Governo propõe isenção de CPMF para quem ganha até R$ 1.640 e desoneração
- Mesmo sem acordo, Chinaglia vai colocar hoje em votação emenda da saúde
- Governistas dizem que saúde vai receber R$ 39 bi a mais em 6 anos e acenam com reforma
- Skaf entrega 1,3 milhão de assinaturas contrárias à CPMF ao Senado
- Palocci diz que CPMF é imposto produtivo do país
Especial


avalie fechar
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
avalie fechar
avalie fechar