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Brasil
05/11/2007 - 18h00

Governistas dizem que não precisam do PSDB para aprovar CPMF no Senado

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Em meio às negociações do governo com o PSDB para a aprovação da proposta que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011, líderes da base aliada já acreditam na aprovação da matéria sem o apoio dos tucanos --com um placar apertado pró-CPMF. Em contas otimistas, governistas apostam que terão 53 dos 49 votos necessários para a aprovação da PEC (proposta de emenda constitucional) da CPMF, com pequenas dissidências entre os aliados.

O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), calcula que 18 dos 20 senadores da legenda votarão favoravelmente à prorrogação da CPMF. Se os demais partidos da base tiverem apenas um ou duas dissidências na votação da PEC, Raupp calcula que a CPMF poderá ser prorrogada sem o apoio do PSDB.

"Dá para passar com a base, sem o PSDB. Se tiver todo mundo junto, teremos votos para aprovar. No PMDB, eu contaria com 18 votos. Se o bloco governista liderado pelo PT perderem até dois votos, conseguimos a aprovação", disse.

Raupp admite, no entanto, que haverá dissidências dentro do bloco da base aliada do governo --como a do senador Mozarildo Cavalvanti (PTB-RR). "O senador Mozarildo tem dito que não vota, mas de repente é possível reverter. Se o PSDB liberar sua bancada, teremos pelo menos três ou quatro votos a favor da CPMF. Se fechar questão contra, teremos que trabalhar duro para manter a base unida", afirmou.

O líder disse que a decisão mais "coerente" ao PSDB neste momento seria a liberação da bancada, uma vez que o partido já deu início às negociações com o governo para votar favoravelmente à prorrogação da CPMF. Os tucanos impuserem seis condições que devem ser atendidas pelo governo em contrapartida ao apoio da legenda à CPMF.

Terceiro mandato

O PSDB chegou a mostrar disposição em apoiar a prorrogação da CPMF se tiver os seus pleitos atendidos, mas endureceu o tom nos últimos dias em meio à articulação de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o terceiro mandato do petista. Os tucanos argumentam que poderão romper as negociações se a discussão sobre o terceiro mandato ganhar força.

Em meio ao impasse com o PSDB, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), subiu hoje à tribuna da Casa para negar a possibilidade de mudanças constitucionais que poderiam garantir o terceiro mandato ao presidente Lula.

"É impensável, inexeqüível, que se queira mudar a Constituição para ampliar mandato de qualquer presidente da República, ou do presidente Lula. Não procede a intenção do presidente ou do governo de buscar mudança constitucional para fazer qualquer tipo de manobra para se fazer mais de uma reeleição, como permite a Constituição."

Jucá desautorizou deputados a discutirem o tema, já que alguns parlamentares se articulam na Câmara para colocar em votação PEC que permite um novo mandato aos ocupantes de cargos no Executivo --mesmo para quem já tenha disputado a reeleição.

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Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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