Executiva do PSDB cancela reunião que discutiria apoio à PEC da CPMF
da Folha Online
A Executiva Nacional do PSDB cancelou a reunião, inicialmente prevista para as 19h desta terça-feira, que discutiria a proposta do governo federal para que a legenda apóie a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.
Apesar do adiamento, a cúpula do PSDB está reunida nesta manhã com o ministro Guido Mantega (Fazenda), que deve apresentar a proposta final do governo.
Segundo o PSDB, a reunião da Executiva foi adiada porque a cúpula do partido não teria tempo para analisar a proposta antes de apresentá-la na reunião. Nos bastidores, entretanto, comenta-se que o motivo do adiamento da reunião seria a posição da maioria no PSDB contra o fechamento de um acordo com o governo Lula, conforme o Blog do Josias.
De acordo com o blog, o preço do entendimento seria o esfacelamento da unidade partidária. Ainda não foi definida nova data para a reunião da Executiva do PSDB.
Proposta
Entre as medidas que o governo deve apresentar estão a isenção da CPMF para quem ganha até uma determinada faixa salarial e o abatimento no Imposto de Renda para quem ganha acima desse valor. O montante da renúncia fiscal não foi definido. Na semana passada, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que seria de R$ 4 bilhões.
A proposta inicial era isenção para a pessoa física que ganhasse até R$ 1.640 mensais. No entanto, o valor poderá ser elevado para garantir o apoio dos tucanos.
Já as empresas seriam contempladas com a desoneração da folha de pagamento. A idéia era reduzir a alíquota de contribuição ao "Sistema S" --Sesi, Senai, Sesc, Senac--, mas o governo recuou nessa proposta.
Na proposta inicial estava prevista ainda uma antecipação do crédito do PIS-Cofins incidente sobre exportações e a redução pela metade do prazo de depreciação dos bens de capital --abatimento que as empresas fazem no IR sobre investimentos feitos.
Além das desonerações, o governo garantiu R$ 24 bilhões adicionais para a saúde nos próximos quatro anos, sendo R$ 4 bilhões já em 2008.
O Planalto também se propôs a negociar o pagamento dos precatórios (pendências judiciais), a limitação do endividamento da União na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e a redução dos gastos correntes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou ontem que o governo está disposto a fazer "ajustes" para garantir a aprovação da prorrogação da CPMF. "Na medida que puder ser feito algum ajuste para que a gente possa atender às demandas, para que isso possa significar algum benefício para a sociedade, vamos ver se é possível."
Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br
Leia mais
- Blog do Josias: Maioria do PSDB rejeita acordo em torno da CPMF
- Lula sinaliza que governo pode fazer "ajustes" para aprovar CPMF no Senado
- Viana diz que PSDB endureceu negociação com governo sobre CPMF
- CPMF está embutida no preço de produtos e serviços, dizem especialistas
- Ministro ataca entidades do "sistema S" e diz que Fiesp tem prédio luxuoso
Especial


avalie fechar
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
avalie fechar
avalie fechar