PSDB-SP pede para senadores votarem contra prorrogação da CPMF
da Folha Online
O diretório paulista do PSDB divulgou nota de apoio à decisão dos deputados federais tucanos que votaram contra a prorrogação da CPMF. A nota expõe o racha do partido. Parte da bancada de senadores do PSDB aceitou negociar o apoio da legenda à prorrogação da CPMF.
Na nota, a Executiva Estadual do PSDB-SP pede para os senadores seguirem os deputados e votarem contra a prorrogação da CPMF.
"Mercê do excesso de arrecadação constatado no corrente ano, e da sobrecarga tributária sobre os cidadãos e setores produtivos do nosso país, não se justifica a prorrogação da CPMF, razão pela qual a Executiva Estadual do PSDB-SP espera que os senadores tenham a mesma postura tomada pelos deputados federais do partido contrária a CPMF", diz a nota assinada pelo presidente do PSDB-SP, Antonio Carlos de Mendes Thame.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou hoje a proposta do governo em troca do apoio do PSDB na votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. A PEC está tramitando no Senado, onde precisa de 49 votos para ser aprovada.
A proposta apresentada hoje previa isenção de CPMF para trabalhadores assalariados que recebem até R$ 4.340 mensais. A proposta inicial previa isenção para salários de até R$ 1.640 por mês.
Outra novidade é que o governo propôs limitar o crescimento de gastos correntes em 2,5% ao ano --já descontanda a inflação. Além disso, Mantega prometeu que o governo entregaria uma proposta de reforma tributária ao Congresso até 30 de novembro.
A cúpula tucana sinalizou que deve rejeitar a proposta. "Nós não aceitamos a proposta. A proposta [apresentada hoje por Mantega] é insuficiente", afirmou o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) ao chegar ao Senado após encontro com o ministro da Fazenda.
O PSDB não definiu se vai liberar a bancada de 13 senadores ou fechar questão em torno do assunto. O tema será pauta de um almoço nesta terça-feira, no gabinete do presidente nacional da legenda, senador Tasso Jereissati (CE).
"Nossa primeira iniciativa será recompor a bancada", avisou Guerra. "[Sabemos que] o governo está interessado em resolver o assunto", disse o senador.
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