Ao deixar hospital em SP, Alencar defende fim da CPMF após reforma tributária
REGIANE SOARES
da Folha Online
O vice-presidente da República, José Alencar, 76, defendeu nesta terça-feira, ao deixar o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) após a aprovação da reforma tributária.
Segundo ele, seria uma irresponsabilidade provocar "um furo" no orçamento da União de R$ 40 bilhões. "Não pode haver quem seja a favor deste imposto [do cheque], porque não é nem um imposto de consumo nem um Imposto de Renda. É um imposto estranho, então tem que acabar, mas não como alguns desejam", disse ele em referência a partidos da oposição, que defendem o fim da cobrança da CPMF.
Alencar afirmou que somente com a aprovação da reforma tributária o governo poderá organizar as receitas e despesas. Ele disse que não há milagre para acabar com a CPMF já a partir de 2008. "Vai tirar esse dinheiro de onde", questionou.
O vice-presidente disse ainda que o governo já está discutindo a reforma tributária com secretários estaduais de Fazenda para encaminhar uma proposta ao Congresso Nacional. "Aí sim a CPMF acaba."
Alta médica
Alencar recebeu alta médica na tarde desta terça-feira. Ele estava internado no hospital Sírio-Libanês, onde passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor no abdome no último dia 30.
A operação foi realizada pelo oncologista norte-americano Murray Brennan, o mesmo que o atendeu no ano passado, nos Estados Unidos. Brennan teve o apoio do cirurgião Raul Cutait, do Sírio-Libanês. Foi a a sexta cirurgia de Alencar para retirada de tumores.
O vice-presidente deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na última sexta-feira. Ele deu entrada no hospital na segunda-feira (29) da semana passada, às 16h, acompanhado da mulher, Mariza Alencar, e de familiares.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite wap.folha.com.br
Leia mais
- PSDB rejeita proposta e promete votar contra a CPMF
- PSDB-SP pede para senadores votarem contra prorrogação da CPMF
- Governo propõe isenção de CPMF até R$ 4.340; PSDB considera "insuficiente"
- PMDB diz que governo não precisa dos votos do PSDB para aprovar CPMF
- Mesmo com impasse do PSDB, governo espera votar CPMF até 20 de dezembro
Especial


avalie fechar
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
avalie fechar
avalie fechar