DEM pede ao TSE devolução de mandatos de três deputados "infiéis"
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O DEM ingressou hoje com três representações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para reconquistar os mandatos de deputados que deixaram o partido depois do dia 27 de março deste ano. O partido ainda não recorreu, no entanto, para ter de volta os mandatos de três senadores que deixaram a legenda nos últimos meses --Romeu Tuma (PTB-SP), Edison Lobão (PMDB-MA) e César Borges (PR-BA).
O partido quer de volta as cadeiras dos deputados Gervásio Silva (PSDB-SC), Jusmari Oliveira (PR-BA) e Walter Brito Neto (PRB-PB) --suplente do deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), que renunciou ao cargo na semana passada. Neto assumiu a suplência pelo DEM, mas deixou o partido em outubro deste ano.
Como o TSE fixou o dia 27 de março como início da fidelidade partidária para deputados federais, estaduais e vereadores, o partido vai brigar para reconquistar a vaga do suplente, que deixou a legenda em outubro deste ano.
Se o TSE acatar o pedido, Neto será substituído pelo terceiro suplente, Major Fábio (DEM-PB). O segundo suplente da coligação, Tarcísio Marcelo (PSDB-PB), foi considerado inelegível pelo TSE porque teve as contas da Prefeitura de Belém (PB) rejeitadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).
O partido desistiu de recorrer de imediato para reconquistar os mandatos dos senadores, uma vez que os três deixaram o partido depois do dia 16 de outubro --quando passou a valer a regra da fidelidade partidária para os eleitos à Presidência da República, Senado, governos estaduais e prefeituras.
A assessoria jurídica do DEM vai finalizar os argumentos a serem apresentados ao TSE antes de formalizar o pedido para reconquistar as vagas dos senadores.
Apesar de os senadores não terem descumprido a norma legal, o estatuto do DEM prevê a perda de mandato para os parlamentares que deixarem a legenda. "A decisão foi tomada em conjunto numa reunião da Executiva Nacional do partido em que ficou definido que vamos recorrer para ter de volta os mandatos", disse o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).
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Especial


Os parlamentares, que ao invés de nos representar o cidadão, só legislam em causa própria; estão vindo prá cima do povo como um rolo compressor. Direitos querem todos; deveres, nenhum.
Fidelidade partidária é uma piada. Liberdade para botar a mão no cofre só aumenta. Prestar contas à sociedade, nenhum parlamentar quer e ainda se pretende se proteger com o voto em lista fechada.
É preciso inaugurar a era do sindicalismo cidadão.
A quem está servindo esse congresso?
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