Brasil
07/11/2007 - 20h29

Bancada do PMDB no Senado impõe condições para aprovar CPMF

GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Mesmo com a decisão de apoiar a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) no Senado, a bancada do PMDB na Casa Legislativa decidiu impor quatro condições para negociar com o governo a adesão à proposta. Em nota assinada pelo líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), o partido aponta as "condições" para aderir à matéria.

O partido reivindica a redução da alíquota de 0,38% da contribuição em 2008; a redução da carga tributária nacional; a rejeição à perda de arrecadação nos Estados e municípios para compensação no Imposto de Renda, além do apoio à isenção da CPMF para quem recebe até R$ 4.360.

Nas negociações para ter o apoio do PSDB à CPMF, o governo decidiu atender às quatro reivindicações apresentadas pelos peemedebistas, o que na prática viabiliza o apoio do PMDB à matéria. "Vamos votar, fechamos questão, mas com o redutor da alíquota da CPMF em 2008. As negociações já avançaram bastante até agora. Eu tenho certeza que há espaço para flexibilizar ainda mais."

Racha

O apoio do PMDB à CPMF é considerado essencial pelo governo, já que os tucanos prometem não aderir em massa à prorrogação da contribuição. Como maior bancada do Senado --com 20 parlamentares-- o PMDB deve assegurar pelo menos 18 votos favoráveis à matéria. Apenas os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Mão Santa (PMDB-PI) já declararam publicamente que não vão apoiar a prorrogação.

Apesar de o governo buscar votos pró-CPMF dentro da base aliada, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), reconheceu que as conversas com a oposição vão continuar, mesmo com a disposição do PSDB em não aceitar as ofertas do Palácio do Planalto em troca do apoio à CPMF.

Além dos peemedebistas, os governistas querem evitar dissidências no bloco partidário liderado pelo PT. O PDT, por exemplo, já adiantou que poderá ter parlamentares contrários à prorrogação da CPMF.

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Comentários dos leitores
Cícero Ferreira (4) 12/08/2008 18h08
Cícero Ferreira (4) 12/08/2008 18h08
Houve uma luta tão grande pela democracia: derramamento de sangue, apelos â imprensa,etc. Muitos que foram exilados ou posso dizer, todos, retornaram ao País com o fim da ditadura, assumiram o governo e praticaram uma verdadeira carnificina. Quantos inocentes morreram na miséria, na pobreza, principalmente, antes do governo LULA, ou seja, desde 1988 até o governo de Fernando Henrique Cardoso. Vejam, todos que se diziam democráticos, se utilizaram desse nome para se envolver em corrupções, máfia, milícias, etc, ou seja, além de usar de manhas e artimanhas para se elegerem, se utilizam de barganhas para se beneficiarem diante pessoas inocentes, ignorantes, sem conhecimento de causa. Existem um verdadeiro "MAR DE LAMA", infelizmente, nos tres poderes, porquanto esse alicerce foi abalado pela invasão de corruptores e corruptos que pouco estão se importando o q a imprensa irá divulgar, na certeza da impunidade para os de grande poder aquisitivo. Onde está o princípio da igualdade? Vejam, hoje, a violência aumentou assustadoramente. Tem gente morrendo como morre um inseto. O ser humano perdeu o seu devido valor. Façam uma enquete sobre o percentual de simpatizantes querendo a volta do antigo regime e tire suas conclusões. Assessores do Daniel Dantas disse na gravação q o problema não está no STJ ou no STF, mas sim, na 1ª instância. A quem podemos apelar? A quem podemos confiar? Creio q o Poder Judiciário já foi abalado, perdeu sua credibilidade. Fica aí a minha indignação. Obrigado sem opinião
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SAO PAULO / SP
Caros,
Solicito a ampliação da matéria sobre os vice-prefeitos da cidade, incluindo TODOS os partidos que participam das eleições e não somente alguns partidos. Faz parte da democracia ouvir todas as propostas e conhecer todas as forças políticas.
Cristiane
sem opinião
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Cícero Ferreira (4) 18/07/2008 19h20
Cícero Ferreira (4) 18/07/2008 19h20
A maior injustiça é a desigualdade de tratamento as pessoas que cometem crimes, pois não existe seriedade quando se trata de punição a pessoas com poder aquisitivo alto, porquanto a lei é prevista para todo mundo independente de status social, mas o que se tem visto é um verdadeiro mar de lama em todos os segmentos no que diz respeito aos três poderes. Infelizmente existem semi-deuses da terra que não são imparciais nas suas decisões. Apelam para o lado pessoal e que muitas pessoas são execradas e rechaçadas por uma sociedade corrupta e podre e como já dizia, na década de 40, o Presidente Francês De Gaulle:"O brasil não é um País sério". Será que ele tinha razão? 13 opiniões
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